Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 24/07/2018
A obesidade já é considerada uma pandemia pela OMS. Essa doença, que é causada principalmente pela má alimentação e pelo sedentarismo, afeta todas as faixas etárias e se mostra, hoje, alarmante entre as crianças, já que, a obesidade, dentro desse grupo, quadruplicou em apenas uma década. Nesse sentido, por ser bastante problemática, faz-se necessário não só analisar os desafios do combate à obesidade infantil, mas também buscar medidas para mitigá-la.
A princípio, cabe destacar a mídia como grande empecilho na luta contra a obesidade. Isso porque, em razão das propagandas de fast-foods e de alimentos industrializados que exibe constantemente,-utilizando-se, muitas vezes, de personagens infantis- ela influencia crianças a ter uma má alimentação. Ademais, os alimentos não saudáveis -como biscoitos, chocolates e batatinhas- são ricos em açúcar e sódio, substâncias extremamente viciantes, o que torna ainda mais complicado retirá-los da alimentação dos mais novos. Em virtude disso, tem-se um número cada vez maior de crianças que estão com peso acima do ideal, como provam os dados do Ministério da Saúde, os quais afirmam que essas já correspondem a 34% do total. Com isso, aumentam significativamente os riscos do desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Outrossim, a falta de ação por parte da escola e da família contribui com a situação. Nesse cenário, por causa da pressa e da falta de atenção, pais e responsáveis, muitas vezes, negligenciam o cuidado com a alimentação e com a saúde das crianças, servindo, até mesmo, como os maus exemplos que elas seguem. Consequentemente, além de problemas físicos ,as crianças e adolescentes podem desenvolver também distúrbios psicológicos, desencadeados pela baixa auto-estima e pelo bullying que sofrem. Exemplo trágico disso, foi o que ocorreu nos EUA, com Daniel Fitzpatrick, de 13 anos, que adquiriu depressão e cometeu suicídio ao não aguentar mais ser hostilizado, na escola, por ser obeso.
Torna-se evidente, portanto, que existem vários obstáculos para combater a obesidade infantil e é preciso buscar meios para resolver a questão. Primeiramente, é dever do governo, por meio do MEC, distribuir nas escolas cartilhas e kits educativos que tratem sobre a importância de uma alimentação saudável e da prática de exercícios regularmente. Além disso, deve também promover palestras que envolvam nutricionistas, nutrólogos, professores e pais em que discutam o que precisa ser feito para educar o paladar dos mais novos e para incentivar suas mudanças alimentícias; isso, com o intuito de, desde a infância, formar jovens mais compromissados com sua saúde. O Estado, deve, ainda, limitar, mediante pagamento de multas, a exibição na mídia de publicidade que envolva apelo infantil. Tudo isso, com o fito de frear o avanço dessa doença e garantir qualidade de vida para os futuros adultos.