Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/09/2018
De um lado fome, do outro obesidade; sem dúvidas vivemos num paradoxo. Fundamentando seu estilo de vida saudável, a chefe e nutricionista, Bela Gil, disse: “Eu acredito que podemos mudar o mundo com a alimentação.” , é realmente difícil de acreditar nessa afirmativa, tendo em vista o gradual crescimento da obesidade.
Primeiramente, devemos observar, que as comidas rápidas e industrializadas são normalmente muito mais atrativas para o público infantil, porem inversamente proporcional no principal requisito: nutrientes. Nesse interim, torna-se nítido a liquidez descrita por Bauman; a sociedade tem se adaptado ao mais rápido, mais prático e consequentemente mais saboroso. Com tudo, mesmo com a praticidade da alimentação, existem locais dentro e fora do Brasil onde a comida mal chega nas mesas, e a fome é verdadeiramente o prato principal.
Outro ponto a ser considerado, é que de acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos uma a cada três crianças são obesas, situação que implica num adulto provavelmente doente. Ademais, não podemos pensar apenas na futura vida adulta do indivíduo, devemos levar em conta que o sobre peso na fase infantil, pode contribuir com o aumento do bulliyng nas escolas, aumento da taxa de suicídio, e sedentarismo infantil, sem contar com a constante ou quase eterna, luta com a balança.
Diante dos fatos supracitados, percebemos que a obesidade é um problema crescente mundialmente, tal qual o mapa da fome. Deste modo, deveríamos acreditar na frase de Bela Gil, e tentar mudar esse roteiro. De modo contextual com a reeducação alimentar, escolas poderiam lançar projetos recreativos afim de ensinar como preparar lanches mais saudáveis e nutritivos; os pais devem conscientizar as crianças sobre sua alimentação, mostrando-as os riscos de não comer de forma adequada, por sua vez o governo também pode fazer sua parte, criando propagandas de palestras para ajudar no combate à propagação da obesidade.