Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 25/07/2018

Exposição da realidade

No limiar do século XXI, a obesidade infantil tornou-se um problema de saúde pública que o Brasil foi convocado a administrar, combater e resolver. De acordo com dados do Ministério Público, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso. Tal problemática é alarmante, haja vista que traz consequências físicas, psicológicas e emocionais para os infantes, e ocorre, infelizmente, não só devido à falta de controle dos pais, mas também à publicidade exacerbada das empresas alimentícias.

De acordo com o médico especialista Linneu Silveira, o preço mais baixo e o oferecimento de brindes favorecem o consumo de alimentos mais calóricos. Portanto, cabe afirmar que a propaganda alimentícia destinada às crianças é um fator determinante para a permanência da obesidade infantil, visto que o público mais jovem é atraído por artifícios publicitários, como o uso de personagens animados, cores e brinquedos. Contudo, o mais preocupante é constatar que os pais não controlam seus filhos quando expostos às propagandas detentoras de alimentos pouco saudáveis, não impondo limites às crianças, que muito os influenciam na tomada de decisões. Em vista disso, é notória a forte responsabilidade que a publicidade e a família possuem na permanência desse agravante problema na sociedade.

Reúnem-se aqui problemas sem dúvida preocupantes, uma vez que a obesidade além de ser percussora de doenças crônicas como diabetes, colesterol alto e hipertensão, também provoca problemas de ordem psicoemocionais. Diante disso, observa-se que crianças acima do peso são a maioria em caso de depressão, suicídios e ansiedade, ocasionados, muitas vezes, pela falta de aceitação do corpo e pela discriminação muito presente na sociedade atual. Esses tantos problemas oriundos da obesidade infantil resulta em um processo doentio continuo, havendo grande sobrecarga e custo para o sistema de saudade brasileiro.

Portanto, é imprescindível que, diante dos argumentos expostos, haja uma concentração objetiva em diretrizes que formulem mudanças. Nesse sentido, cabe ao governo, à criação de leis que limitem as propagandas ao público infantil, com a proibição de certos artifícios publicitários como os brindes, a fim de que esses não tenham papel decisivo na compra dos alimentos. Outra medida necessária é a divulgação de campanhas publicitarias, por meio da mídia, com o intuito de conscientizar pais e responsáveis acerca da importância de uma boa alimentação desde cedo. Com a fundamentação dessas ações será possíveis que as crianças brasileiras cresçam saudáveis e felizes.