Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/07/2018

Mediante o contexto sociopolítico vigente, emerge a necessidade de discussões acerca dos desafios do combate à obesidade infantil, bem como a unificação de esforços à sua plena resolução. Atualmente, mesmo com medidas públicas que visam combater essa problemática, é persistente, ainda, o número de crianças que sofrem de obesidade, tanto pela influência dos maus hábitos alimentares do homem moderno, quanto pela publicidade abusiva das redes de alimentação.

Inegavelmente, é notório observar que a vida familiar moderna tem interferido no agravamento dos casos de obesidade infantil. Em concordância com Hume, o hábito é um grande guia da vida humana, o que comprova de maneira clara, como a vida sedentária dos pais sem prática de exercícios físicos e com alto consumo de “fast food” influencia os filhos a esse modelo de vida preocupante. Dessa forma, uma má dieta promove obesidade e consequentemente, maior chance de doenças cronico-degenerativas, contribuindo na diminuição da expectativa de vida. Nesse viés, os maus hábitos alimentares, muitas vezes, adquiridos na infância, perpetuam os casos de obesidade infantil.

Outrossim, o papel da industria cultural no consumo exacerbado de alimentos que prejudicam a saúde infantil tem influenciado o crescimento da obesidade de crianças no mundo todo. Em análise crítica, é possível perceber a utilização abusiva dos meios de comunicação para atrair as crianças ao consumo de alimentos calóricos com o uso de propagandas fantasiosas de redes como o McDonald’s  têm levado crianças à obesidade. Dessa forma, é fundamental maior papel do Estado nessa problemática preocupante.

Por conseguinte, reverbera a necessidade célere de medidas governamentais, com a implantação de práticas esportivas em todas as escolas brasileiras, dentro e fora dos horários de aula, na contratação de mais funcionários públicos capacitados ao ensino da educação física por meio de concursos. Paralelamente, por meio do Estado, através do Ministério da Saúde, com a crianção de palestras em postos de atendimento médico, para a promoção de uma reeducação familiar. Além disso, também por meio do governo, a intervenção de maneira democrática nos anúncios abusivos das redes de alimentação, com a contratação de vigilantes virtuais para que analisem as propagandas lançadas na atualidade. Dessa forma, postas em prática essas medidas, em sinergia, ter-se-à uma sociedade livre da obesidade infantil.