Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/08/2018
Funcionando como a segunda Lei de Newton, a Lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando de percurso, a obesidade infantil é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o percurso deste problema, da permanência para a extinção, a combinação de fatores familiares e sociais contribuem com a situação atual. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os desafios enfrentados, hoje, no combate à obesidade infantil.
Em primeira abordagem, vale ressaltar as consequências desse impasse, além de diabetes e hipertensão, que são doenças crônicas, provoca, também, o acúmulo de lipídeos no interior dos órgãos, coração e vasos sanguíneos, aumentando o risco de AVC e infarto. A maioria das famílias, ao verem a criança nessa situação, procuram ajuda médica na intenção de curar apenas as doenças causadas pela obesidade, em detrimento de dar atenção para a real vilã da história. Dessa forma, as doenças passam a reincidir e os tratamentos tornam-se menos eficazes. Por conseguinte, a saúde infantil é prejudicada pela negligência familiar, de modo que os pais e responsáveis não procuram atendimento adequado e os demais auxílios necessários, devido a má alimentação e a falta de exercícios, uma vez que a nutrição da criança não se faz de maneira adequada.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, a sociedade, ao estar imersa nesse panorama líquido, acaba por incentivar a publicidade de empresas de fast food e outras, nada saudáveis, visando, somente, seu lucro, sem dar nenhuma importância à saúde do corpo social. Em vista disso, os obstáculos para a formação de infantos sadios estão presentes na estruturação desigual e opressora da coletividade, bem como em seu viés individualista, aumentando os riscos de saúde da comunidade em geral, vítima do capitalismo.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança desse percurso. É fundamental, portanto, a reformulação de dieta e cronograma de exercícios das crianças, pela família e responsáveis, visando a perda de peso correto das crianças obesas, por meio de auxílio médico. Ademais, é vital que a mídia filtre seu conteúdo, com o fito de não induzir o consumo exacerbado de coisas não salutíferas. A fim de elevar o perfil das crianças membros do corpo social. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora da saúde desse grupo.