Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/08/2018
Em tempos antigos crianças “gordinhas” eram consideradas prósperas pelos mais velhos, devido ao contexto da problemática de subnutrição infantil daquela época. Atualmente o desafio agora é o combate á obesidade infantil, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das doenças mais perigosas do século XXI. Cabe-se analisar os fatores que levaram a essa situação, como o “boom” do sedentarismo na população e a má alimentação infantil.
Há de se considerar que o sedentarismo infantil nunca foi tão grande como atualmente. Com ascensão da tecnologia smartphones, tablets, video games e computadores, causaram indiretamente um efeito negativo gerando um certo desinteresse dessa parcela infantil a atividades físicas. Dados da (OMS) afirmam que 45% das crianças do mundo são sedentárias, essa condição não é ideal, dado que o atividades físicas como o esporte são essenciais para essa faixa etária, trazendo uma gama de benefícios a criança como a desenvoltura da aptidão física, melhora da imunidade e até mesmo desenvolvimento de habilidades sociais como trabalho em equipe e disciplina. Por isso o sedentarismo está diretamente correlacionado a um motivador para a obesidade.
Ademais os maus hábitos alimentares cada vez mais recorrentes para as crianças no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas Para Alimentação e Agricultura (FAO), 7,3% dos menores de cinco anos já estão acima do peso, a preferência natural da população tem sido os alimentos ultra processados que podem ser magníficos para o paladar, porém extremamente pobres de valores nutricionais e tóxicos em excesso, causando aumento de peso e disso acarretando em doenças tanto físicas quanto mentais como diabetes, hipertensões e baixa auto estima que são os mais recorrentes.. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 90% da população come poucas frutas, legumes e verduras. Por esse motivo o indicie de crianças obesas vem aumentando vertiginosamente.
Portanto, medidas se fazem necessárias para o combate a obesidade infantil no país. Isso deve ser feito através do Ministério da Educação (MEC), organizando palestras nos centros educacionais com a presença obrigatória dos pais, sendo ministradas por profissionais da saúde, objetivando a importância de uma alimentação mais balanceada e os riscos da obesidade. Além disso o Legislativo deve aprovar uma cartilha obrigatória para matricula de crianças em centros esportivos de sua comunidade, financiados pelos Governos Municipais, tendo o direito de uma enorme variedade de modalidades esportivas para se escolher, a fim de que o somatórios dessas medidas possam reverter esse quadro desastroso.