Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 05/08/2018
Apesar de ser um problema que acomete 33% das crianças brasileiras e estar relacionado às principais pandemias modernas, como diabetes, problemas cardiovasculares e depressão, o problema da obesidade infantil no país nunca recebeu a devida atenção. A falta de conscientização e o excesso de descaso para com esta questão poderão criar uma geração doente, que viverá 10 anos à menos do que a geração anterior.
Este tema é abordado no documentário brasileiro “Muito Além do Peso”, e aponta como uma das causas para que este problema ainda persista ente as crianças de todo o país a falta de estímulo à prática de atividades físicas. As áreas de lazer e centros esportivos têm se tornado cada vez mais raros e inacessíveis, nos bairros e residências, porém o agravante desta questão é a negligência das escolas. As aulas de educação física, principalmente nas escolas da rede pública, apresentam somente conteúdo teórico e acontecem apenas uma vez por semana, quase como unanimidade em todas as escolas do país, assim como é exposto no documentário.
Ainda mais, a falta de disciplina alimentar está diretamente ligada à falta de conscientização sobre os males que o hábito alimentar imprudente pode causar. Além das pandemias modernas, a obesidade infantil também pode acarretar em problemas de pressão e colesterol altos, trombose, problemas respiratórios, e entre outros. Porém nenhuma dessas informações são expostas ao consumidor, desde o momento da compra até a hora do consumo dos alimentos. Além disto, o fato das escolas não promoverem palestras ou aulas à respeito da educação alimentar, e não proporcionarem uma alimentação mais saudável para as crianças mais novas, acaba por perpetuar a incultura alimentar e educar adultos que transmitirão esta “indisciplina” para as gerações seguintes.
Tendo em vista os fatos apresentados, cabe às instituições de ensino incluírem as atividades físicas com mais frequência na grade horária escolar, a fim de transformá-las em um hábito entre os estudantes. Outrossim, palestras e aulas sobre educação alimentar, para pais e alunos, promovidas pelas próprias escolas ou pelo Ministério da Educação e da Saúde, são imprescindíveis para interromper o ciclo da má alimentação entre toda a população brasileira. Por fim, ativistas políticos, educadores e pais podem pressionar as entidades governamentais, por meio de divulgação de textos proativos nas redes sociais, a instituírem uma lei que obrigue o consumo de frutas, verduras e legumes nas escolas, principalmente da rede de ensino público, a fim de tornar a ingestão desses alimentos mais comum no cotidiano das crianças. Dessa forma, será possível acabar com a incultura alimentar que compromete a nova geração e as demais que estão por vir.