Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/08/2018
Considerada uma doença e um problema de saúde pública, a obesidade está atingindo as crianças brasileiras em proporções assustadoras. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças no país apresenta sobrepeso. O sedentarismo, a ansiedade e a falta de educação alimentar são alguns dos fatores que causam tal incidência.
É no inicio da vida, mais precisamente nos primeiros três anos, que o paladar da criança é “educado”. Porém, a vida agitada dos pais e responsáveis os faz optar por alimentos mais “práticos”, ricos em sódio, açúcares e gorduras que, ao longo do tempo, escravizam o paladar das crianças, fazendo com que adiquiram maus costumes alimentares. Como disse Immanuel Kant: “o ser humano é aquilo que a educação fez dele”. Dessa forma, os maus hábitos dessas crianças serão perpetuados por toda a vida, tornando-as propensas a doenças cardiovasculares e ao diabetes, por exemplo.
Ademais, é importante salientar que tanto os maus hábitos alimentares quanto o sedentarismo estão associados à exposição das crianças a aparelhos tecnológicos, como videogames e celulares. Isso faz com que as crianças deixem de brincar e fazer atividades físicas, ficando, muitas vezes, por horas sentadas no sofá. Além disso, a falta de atenção e de acompanhamento dos pais no dia a dia, também leva a criança a buscar “conforto” na comida, que, além da obesidade, trás distúrbios psicológicos.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse problema. A fim de melhorar a alimentação infantil, o Ministério da Saúde deve promover campanhas nas escolas mostrando os efeitos nocivos de uma má alimentação e incentivando a prática de exercícios físicos. Os pais e responsáveis, por sua vez, devem acompanhar as crianças, dar-lhes mais atenção e estimular as brincadeiras ao ar livre, deixando um pouco de lado os aparelhos tecnológicos. Tudo isso, sobretudo, pensando no futuro dessas crianças, para que se tornem adultos com uma boa expectativa e uma boa qualidade de vida.