Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/08/2018
“Comer, comer, comer, comer. É o melhor para poder crescer”. Esse refrão musical é constantemente utilizado na educação infantil como incentivo à alimentação pelas crianças. Entretanto, a infância é a etapa inicial da construção social dos indivíduos e nela adquirimos os primeiros valores morais. Diante disso, deve-se analisar como a cultura alimentar impacta na saúde e nas relações sociais vivenciadas pelas crianças.
Em primeiro lugar, é notório que o baixo estímulo à boa alimentação é recorrente de hábitos adquiridos no meio familiar. Isso decorre, muitas vezes, da rotina vivida pelos pais que submerge alimentos saudáveis à segundo plano pela “praticidade” dos industrializados. Por consequência, a transfêrencia dessa praxe é irradiada aos filhos involuntariamente. Além disso, nota-se ainda que há pouca eficiência em políticas públicas que disseminem dentro das instituições escolares o risco de obesidade infantil ocasionada por maus hábitos alimentares. Exemplo disso, pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas levantou que 22% das vendas nas cantinas escolares são poucos nutritivas. Isso acontece por que a obesidade infantil é vista como um tabu, relacionando esta a problemas genéticos. Por consequência, os maus hábitos adquiridos no ambiente familiar não são debelados pelas instituições de ensino.
Fica evidente, portanto, que é preciso desconstruir a visão estereotipada da obesidade infantil de forma eficaz. Em razão disso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas devem promover ações educativas que instinguem o desenvolvimento da criticidade da comunidade escolar em prol de uma alimentação saúdavel. Ademais, oficinas, exposições nutritivas com profissionais da área da saúde, trabalhos que explorem alimentos saudáveis e atividades escolares que abordem os benefícios de uma alimentação equilibrada são fundamentais para que bons hábitos alimentares sejam rotineiros. Dessa forma, a construção de uma sociedade condicionada a refletir e seguir bons hábitos alimentares tornará a obesidade infantil menos recorrente.