Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/10/2018
A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, ocorreu um aumento na produção de alimentos e a sedentarização do trabalho, o que facilitou o acúmulo de peso na população. Durante a II Guerra Mundial os alimentos enlatados e em conserva tornaram-se bastante populares, impulsionados por uma vida agitada, alimentação saudável deixou de ser uma prioridade. Diante disso, fica evidente que o aumento da obesidade infantil é um reflexo desse cenário.
Um grande desafio para combater a obesidade infantil é o estilo de vida sedentário das crianças, que praticam pouco ou nenhum exercício físico. Usualmente isto é justificado pela rotina tumultuada dos pais que, por vezes, não promovem atividades que melhoram o desenvolvimento físico dos filhos. Além disso, a crescente série de brinquedos e brincadeiras que envolvem pouco esforço físico como videogames e jogos online torna brincadeiras de rua e atividades físicas dispensáveis para a diversão.
Outra questão que precisa ser analisada são as consequências de uma juventude obesa, essa realidade é muito bem retratada na produção da Netflix ‘‘Insatiable’’, que acompanha uma jovem obesa e com compulsão alimentar, evidenciando os vários problemas sociais como bulling e o isolamento, ademais de dificuldades de autoaceitação e depressão. Esses problemas só agravam a saúde dos jovens, dificultando ainda mais a prática de atividade física.
Portanto, o combate à obesidade infantil deve tornar-se efetivo uma vez que as causa desse cenário sejam analisadas criteriosamente. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde implementar políticas
públicas que promovam a alimentação balanceada e a prática regular de exercícios desde a primeira infância, por meio de comunicação assertiva com os pais, programas gratuitos de acesso a esportes e parceria com as mídias para difundir o conceito de estilo de vida saudável, a fim de reduzir significativamente os casos de obesidade infantil. Além de desenvolver programas de apoio aos jovens obesos, para estimular uma mudança no estilo de vida dessas crianças e prevenir os possíveis transtornos psicológicos e sociais envolvidos na doença. Assim, será possível obter uma sociedade mais saudável e feliz.