Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/08/2018

Na animação WALL-E, a tecnologia avançada conduz a população a uma vida de péssimos hábitos alimentares e nenhuma atividade física, resultando em indivíduos - incluindo crianças - obesos. Entretanto, a obesidade infantil não mostra-se possível apenas na ficção, já que, segundo a Federação Mundial de Obesidade, o Brasil terá 11,3 milhões de infantes obesos até o ano de 2025. O excesso de peso nos pequenos é um problema agravado por fatores como a publicidade infantil e a falta de informação acerca da alimentação gestacional.

De acordo com o Ministério da Saúde, 1 a cada 3 crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso no Brasil. Uma das causas desse quadro é a apelativa publicidade infantil que associa personagens de desenhos animados a alimentos industriais e gordurosos. Visto que os jovens contemporâneos gastam grande parte de seus dias conectados a aparelhos tecnológicos que exibem constantemente tais propagandas, o efeito que a publicidade causa é bastante considerável.

Além disso, outro fator que contribui para essa situação é o mau hábito alimentar que muitas mulheres adquirem durante a gestação. Segundo o renomado médico Drauzio Varella, mães que engordam excessivamente na gravidez têm o risco 80% maior de ter filhos com sobrepeso. No entanto,o governo não disponibiliza uma assistência qualificada às mulheres de todo o país que se encontram nessa situação, o que acentua a problemática da obesidade infantil.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde promova programas eficientes de acompanhamento pré-natal com uma equipe de nutricionistas profissionais às gestantes, através do SUS, para que todas possam ter o acesso a uma gravidez saudável. Ademais, cabe ao Poder Legislativo elaborar uma lei que proíba as propagandas apelativas de alimentos não saudáveis destinadas ao público infantil. Assim, o quadro de obesidade infantil poderá ser atenuado e um futuro semelhante ao do filme WALL-E poderá ser evitado.