Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/08/2018
Durante a Idade Média, a gula e a intemperança eram vistas como caráter pecaminoso, desprezando-se os aspectos físicos e psicológicos do indivíduo. Nos dias atuais, o consumo exacerbado, intensificado após o surgimento das redes de Fast Food, são a principal causa da obesidade infantil, o que, a longo prazo, pode acarretar em problemas de enormes proporções, como a redução da expectativa de vida, ocasionada pelo agravamento de complicações cardiorrespiratórias, por exemplo, intensificadas pelo sobrepeso.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a obesidade infantil é o distúrbio nutricional mais comum na infância, afetando 7,3% das crianças no Brasil. O fácil acesso a produtos de alto teor calórico, e a atração exercida por propagandas bem elaboradas, voltadas ao público infanto-juvenil, além da presença, em certos casos, de brindes em embalagens de comidas rápidas, os chamados Fast Food’s, são fatores determinantes para a sua adquirição.
Além disso, a utilização de produtos químicos responsáveis pelo aroma artificial, por exemplo, como o de fumaça, no caso de hambúrgueres, são agravantes, se consumidos em excesso, para o desencadeamento de problemas de saúde. Segundo dados do Ministério da Saúde, um quinto da população infantil do Brasil apresentará agravantes como diabetes e hipertensão.
No Brasil, de acordo com a Federação Mundial da Obesidade, 11,3 milhões de crianças serão obesas até 2025. Dessa forma, é necessário que haja a inserção, por parte do Ministério da Educação, de atividades físicas semanais, em escolas e outras instituições infantis, associadas à uma alimentação equilibrada. Cabe, também, aos Governos Estaduais, criarem eventos de orientação aos adultos responsáveis, orientando-os quanto ao consumo responsável de produtos de alto teor calórico. Além disso, o Ministério da Saúde deve, através dos meios de comunicação, propagandear campanhas de alerta ao consumo exacerbado.