Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/08/2018
O documentário Fed Up aponta que mais pessoas irão morrer pelos efeitos da obesidade do que pela fome. Embora aparente ser uma afirmação utópica, o problema já evidencia na sociedade, uma vez que os casos de obesidade infantil elevaram nos últimos anos, tornando epidemia global, além de preocupar as autoridades muito mundiais. Nesse sentido, cabe analisar como a indústria alimentícia e o núcleo familiar tornaram desafios para o combate desse problema.
Em primeiro lugar, o marketing industrial utiliza a persuasão da publicidade direcionada ao público infantil - na maioria. Tal fato se concretiza na utilização de linguagem sugestiva composta por animações, trilhas sonoras temáticas, personagens e cores para tornar o produto oferecido atraente e a venda mais eficaz, uma vez que, as crianças se tornam vulneráveis devido serem imaturas e desprovidas de senso crítico. Prova disso, é a empresa alimentícia McDonald que oferecem seus produtos pouco nutritivos - feitas, hambúrgueres e refrigerantes - acompanhados por brinquedos para atrair o público alvo.
Além disso, cabe ressaltar o papel familiar. Segundo a socióloga Simone Beauvoir, o ambiente educacional e cultural são responsáveis pelas construções de padrões e influências. Ao partir desse pressuposto, os pais são responsáveis pela alimentação e qualidade de vida que oferecem aos filhos, visto que para justificar a falta de tempo optam por alimentos rápidos - Fast-food e industrializados - que aliados a escassez de atividades físicas podem acarretar problemas de saúde. Prova disso, é o aumento de doenças metabólicas e o frequente diagnóstico de diabetes tipo 2 em crianças, segundo revistas médicas.
Fica evidente, portanto, que para o combate à obesidade é necessário superar os desafios. Para isso, casa ás autoridades governamentais promoverem a regulamentação e a fiscalização do setor publicitário das indústrias alimentícias para que as propagandas não venham interferir na escolha da criança, proporcionando o consumo consciente, além de promover diretrizes alimentares baseado em um cardápio rico em frutas, legumes e vegetais visando o bem-estar. Por fim, cabe ao SUS (Sistema Único de Saúde) em parceria com a mídia realizar pequenos comerciais que incentive e ensine a preparação de refeições rápidas com alto valor nutricional, além de orientar a prática de exercícios que podem serem feitos em curta duração e em casa, visando amenizar o sedentarismo e a prevenção de doenças metabólicas. Só assim, poderemos construir influências positivas e fazer com que a afirmação do documentário Fed Up fique apenas na utopia.