Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 10/08/2018
Aviso às crianças: com obesidade não se brinca
A sociedade, segundo Durkheim, é análoga a um corpo em que órgãos cooperam para a manutenção do todo. Se um órgão não vai bem, o corpo como um todo sentirá. Diante disso, exige-se por parte da sociedade uma maior atenção a respeito do crescente número de crianças obesas no Brasil, bem como os fatores desencadeadores e possíveis soluções para tal problemática, visto que, futuramente, ela pode ser a responsável por um desiquilíbrio social, econômico e cultural da nação.
Em primeiro lugar, vale analisar a gênese da obesidade infantil. Atualmente, uma de suas causas é a falta de conhecimento acerca de uma alimentação saudável. A exemplo disso, tem-se as mães, que por motivos de trabalho ou falta de informação apenas, desconhecem o risco do abandono precoce da amamentação em troca de alimentos ultraprocessados, como as fórmulas industriais de leite. De acordo com a cartilha Dez Passos para uma Alimentação Saudável, divulgada em 2010 pelo Ministério da Saúde, tal procedimento pode, por exemplo, modular o paladar da criança a preferir alimentos doces em detrimento dos nutritivos, e com isso, torna-la mais suscetível à obesidade.
Acrescenta-se a isso, o estilo de vida da população na atualidade, em que as crianças passam grande parte do tempo livre em atividades que não exigem nenhum esforço físico, como no uso exagerado de aparelhos eletrônicos. Outro fator é a escolha de alimentações que não despendem muito tempo no preparo, como os enlatados, congelados e fast food. Tais alimentos não são recomendados no Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014 pelo Ministério da Saúde.
Portanto, pode-se inferir que o governo federal tem se preocupado e investido em projetos que visam a prevenção da obesidade no país, entretanto, cabe ao mesmo utilizar dos meios midiáticos para que eles sejam difundidos de forma efetiva por toda a sociedade. O mesmo pode, por meio de concursos públicos, contratar um maior número de nutricionistas em escolas e unidades básicas de saúde, para que, através de projetos executados nesses locais, crianças e adultos sejam ensinados e conscientizados a respeito da obesidade infantil.