Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/08/2018

Dizia o pensador e iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Diante da fala do filósofo, o ato de educar é o meio mais plausível para solução de qualquer problema. Por exemplo, a questão da obesidade infantil na sociedade brasileira. Essa adversidade se deve à herança sociocultural e à negligência do estado ao não resolver o quanto antes essa problemática.

É notável que no iluminismo, a busca por direitos básicos como a vida, a liberdade e a qualidade de vida era incisiva. Sendo assim, essa pretensão pela aquiescência de ser saudável é mais que uma vontade, é uma necessidade. Prova disso, são os diversos prejuízos que a falta de uma boa alimentação traz, a obesidade tem crescido em todas as faixas etárias, mas, a preocupação maior é com a obesidade infantil. Consequentemente, as crianças ficam mais vulneráveis para obter doenças, por exemplo, hipertensão, colesterol, cardiopatia, problemas de fígado, dentre tantas outras, o que traz uma grande preocupação, pois as crianças de hoje são os adultos do futuro, o que poderá acarretar em ter um país com pouca mão de obra e diversas pessoas doentes à serem tratadas.

Ademais, é fundamental enfatizar que, o tratamento de crianças obesas não tem sido priorizado pelo estado. Com isso, mediante a falta de educação alimentar nas escolas e a falta de uma divulgação ainda maior sobre os perigos da obesidade deixa claro que esse assunto não vem sendo uma prioridade para o governo. Ainda mais, várias escolas públicas não têm uma alimentação nutricional suficiente para as crianças, falta também, o incentivo a prática de esporte, que é de suma importância para a saúde. Dessa forma, inúmeros são os prejuízos, desde problemas na coluna, causada por um sobrepeso na coluna que ainda está em desenvolvimento, à problemas cardiorrespiratórios.

Ante à problemática apresentada, fica claro que governo e sociedade devem agir em conjunto. Desse modo, o corpo governamental na forma do Ministério da Educação e Ministério da Saúde tendo o dever de produzir cartilhas e palestras sobre a importância da pratica de exercício e de uma boa alimentação, deve também, construir quadras nas escolas que ainda não tem, reformar as que não estão em boas condições e disponibilizar uma boa alimentação aos alunos. Ademais, a sociedade deve colaborar com a continuidade de uma alimentação nutritiva e balanceada em seus lares, a prática de exercício físico e o descanso, que tem um papel fundamental no funcionamento do corpo, tudo isso se faz com o objetivo de diminuir ou até mesmo zerar o número de crianças obesas. Diante dos fatos apresentados, uma política pró-educação é o meio mais plausível para que todos tenham acesso a uma sociedade mais fraterna, igualitária, de liberdade e saudável.