Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/08/2018

No início do século XX, a fim de debelar o grande surto de tuberculose e varíola , no Rio de Janeiro, o Governo Federal instituiu uma política de reforma urbana e de vacinação de seus habitantes. Hodiernamente, contudo, os desafios para a saúde pública é uma constante no país e reside no combate à obesidade infantil. Nesse aspecto, uma análise acerca de suas causas, que estão relacionadas a influência da indústria publicitária e a falta de intervenção familiar, faz-se necessária para a elaboração de novas medidas paliativas.

A priori, vale ressaltar que, de acordo com o filósofo Max Horkheimer, a mídia perdeu a sua função social, pois objetiva apenas a difusão de informação como forma de arrecadação financeira. Dessa forma, por não estar submetida a nenhuma restrição legal, propaga como quer ideias e conceitos segundo os interesses dos anunciantes pagadores, tal como a de promoção dos alimentos ultraprocessados. Consequentemente, devido ao seus grande poder de alienação e alcance, influencia jovens e crianças ao consumo de tais produtos e a adotarem hábitos alimentares pouco saudáveis.

Ademais, consoante o psicólogo russo Lev Vygotsky, o desenvolvimento de uma criança ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Não obstante, embora o estilo de vida sedentário, com muitas horas por dia em frente a televisão ou ao computador, seja um dos grandes fatores responsável pelo sobrepeso entre os jovens, os familiares ,desconscientes da importância, pouco incentivam práticas de atividades físicas, tornando suas proles mais suscetíveis à  obesidade precoce e a outras doenças decorrentes desse quadro. Assim, essa falta de comprometimento familiar pode ser entendida como uma das causas do aumento de peso entre os jovens.

Destarte, a fim de mitigar os embargos concernentes à obesidade infantil no Brasil. É essencial que o Congresso Nacional, por meio de uma emenda constitucional, restrinja as publicidades voltadas a promoção de ultraprocessados nos meios de comunicação, como a partir da elaboração de tipologias e horários, objetivando resguardar os emocionalmente mais frágeis da alienação midiática para o consumo desses  alimentos. O Ministério da Cultura também deve elaborar e propagar nas TV,s, rádios e internet documentários que discutam a respeito da importância de uma nutrição saudável, bem como sobre a participação dos familiares na promoção de hábitos de vida menos sedentário entre os jovens, com o fito de aumentar o consumo de orgânicos e evitar que a obesidade infantil continue sendo um problema para o Brasil