Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/08/2018

Ao analisar a Teoria do Habitus, de Bourdieu, que entoa “herança histórico-cultural causa o problema”, percebe-se que a obesidade infantil não é um problema tão somente atual. Na Idade Moderna, por exemplo, crianças serem obesas era sinônimo de boa saúde e trazia status social.  Com isso, historicamente impuseram que a obesidade era normal, tal ideia foi naturalizada e se repete na contemporaneidade, seja por descuido dos pais, seja pelo excesso de propagandas infantis.

Deve-se pontuar, de início, que os pais têm parcela nas causas do problema. Esses, parecem compactuar com o pensamento da Idade Moderna e ignorar as atuais campanhas alertando sobre os perigos da obesidade infantil, quando compram lanches de alto valor calórico pra seus filhos, dificultando o combate. Nessa perspectiva, é estimado que, até 2025, o Brasil vai ter o alarmante número de mais de 11 milhões de crianças acima do peso. Dessa forma, é necessário que medidas sejam tomadas para que antigos paradigmas, com base na 1° Lei de Newton, saia da inércia.

Outro ponto relevante é o gigantesco marketing infantil. Desde a Revolução Industrial, é perceptível que o número de propagandas voltadas para crianças tem aumentado. Tal fato torna-se um problema, visto que visa persuadir crianças a comprarem, o que em sua maioria, são comidas não saudáveis, que posteriormente trarão problemas de saúde como a hipertensão, diminuindo a qualidade de vida infanto-juvenil.

Sendo assim, é necessário que o Governo, em parceria com o MEC, financie novos projetos educacionais alimentares, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas e debates entre professore,  alunos e pais. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências das atuais campanhas e, posteriormente, a erradicação da obesidade infantil. Ações que, se iniciada no presente, é capaz de  trazer reações positivas ao futuro da sociedade brasileira.