Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/08/2018
A partir da Revolução da Agricultura no período Neolítico, o ser humano substituiu o nomadismo pelo sedentarismo, de modo a torná-lo um estilo de vida que, paulatinamente, se estenderia até a contemporaneidade. Entretanto, hodiernamente, o reflexo dessa cultura nas crianças é considerado prejudicial à qualidade de vida das mesmas, haja vista os desequilíbrios microeconômicos e problemas de ordem social, bem como a adoção do American Way of Life, advinda da globalização.
Em primeiro lugar, a obesidade infantil é decorrente de fatores como hábitos alimentares enraizados pela própria família, principalmente no que concerne ao cotidiano em grandes centros urbanos, cuja busca pela celeridade através de fast-food é maior. Além disso, ao considerar os determinantes da demanda, como o preço de um bem e a renda do consumidor, constata-se que as desigualdades sociais contribuem com a ingestão de alimentos ricos em carboidratos refinados e gorduras trans, porquanto os produtos orgânicos possuem maior custo nas prateleiras dos mercados.
Outrossim, o acesso cada vez mais precoce às novas tecnologias colabora, se não mediado pelos pais, com a restrição dos filhos apenas aos dispositivos eletrônicos, o que não proporciona auxílio no desenvolvimento corporal e acarreta problemas futuros, como o bullying na escola, que, além de prejudicar a educação, resulta em transtornos alimentares devido à distorção da imagem corpórea, distúrbios hormonais e redução da expectativa de vida dessas crianças.
Logo, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, incentivem os estudantes e profissionais de Nutrição a desenvolverem projetos de extensão nas escolas direcionados à elaboração de cardápios cuja qualidade nutricional seja valorizada, do mesmo modo que a iniciativa possa ser divulgada pela mídia através de campanhas educativas, de maneira que, com isso, eliminem os riscos de mortalidade prematura decorrentes da obesidade na infância.