Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/08/2018
Cerca de 34% das crianças brasileiras com faixa etária de 5 à 9 anos de idade apresentam excesso de peso, de acordo com o Ministério de Saúde. O dado permite-nos perceber as elevadas proporções que a obesidade infantil no Brasil tem alcançado, representando assim uma grande ameaça a saúde pública. Nesse contexto, tornou-se imprescindível a ampliação de debates a respeito da alimentação irregular das crianças e suas consequências.
Sobre o assunto, deve-se pontuar o sistema de governo como significante influência para a problemática. A partir da terceira revolução industrial, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a sustentação dessa forma de governo. Diante disso, segundo o sociólogo do século XIX Karl Marx, muitas empresas desenvolveram, por meio de propagandas, a ilusão de que somente comprando seus produtos é possível alcançar a felicidade. Cabe analisar, desse modo, que muitas crianças, seduzidas pelas firmas de " fast food" como o Mcdonald’s_ um dos maiores símbolos do capitalismo_ , introduzem em suas dieta alimentos danosos a saúde, o que resulta em problemas como a obesidade infantil e outras doenças relacionadas, isto é, diabetes e hipertensão, por exemplo.
Vale ressaltar, também, a família como grande responsável por esse impasse. No artigo 227 da Constituição Federal Brasileira de 1988, estipula o dever da família de assegurar a criança o direito à alimentação e à saúde. Convém frisar, dessa maneira, que as ações dos pais no tocante a oferta de uma vida saudável não estão sendo satisfatórias. Isso resulta, principalmente, da comodidade de muitos dos responsáveis pelo menor, já que optar por uma alimentação imediatista como dar bolachas e pipocas, faz-se mais cômodo e acessível do que priorizar o preparo demorado de uma refeição saudável. Além, também, de preferir, devido a indisponibilidade de tempo, que seus filhos ocupem suas horas no celular ou televisão ao invés de desfrutarem de brincadeiras mais cinéticas, a qual promovem saúde.
Fica evidente, portanto, os entraves relacionados a obesidade na infância e a necessidade de políticas de controle, prevenção e combate. Logo, é indispensável o protagonismo das instituições de ensino em parceria com a mídia educativa, propondo debates com finalidades de conscientização da família sobre alimentação, são funcionais palestras ministradas por nutricionistas expondo os malefícios de maus hábitos alimentares e ausência da atividade física na infância, além de apresentar as altas estatísticas de obesos desenvolverem as chamadas doenças crônico-degenerativas. Ademais, é preciso que a família conscientizada eduquem o paladar se seus filhos desde cedo, evitando adicionar na dieta fast foods e alimentos prejudiciais à saúde.