Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/08/2018
No que se refere à modificações da era globalizada, pode-se afirmar que houve significativos avanços na indústria alimentícia, na tecnologia e informações, logo, os mecanismos para uma boa alimentação tornaram-se sintéticos, já que os seres humanos e as relações fizeram-se cada vez mais imediatistas. Dessa maneira, pais ocupados, e algumas vezes desinformados, tendem a propiciar uma instantânea e desregulada nutrição aos filhos, que, de qualquer forma, tendem a seguir. Hoje, está claro que a obesidade é uma temática constante e precisa ser discutida.
Inicialmente, é importante ratificar que, a mesma sociedade imediata é a mesma que se põe ao sedentarismo e a falta de uma alimentação regularizada, juntamente à falta de exercício físico. Tal postura é vista como negligência em questões infantis, quando se é dito, por exemplo, que os filhos são reflexos dos pais. Somado à isso, “aja duas vezes antes de pensar”, é dessa forma que os pais, constantemente, dirigem a educação alimentar de seus filhos, enxergando primeiramente o mais fácil, não ponderando o efeito que aquilo tem sobre a saúde.
Para o sociólogo Émile Durkheim, a escola é uma das instâncias da socialização, logo, é vital as escolas não apresentarem apenas conteúdo, mas cidadania e senso crítico. Contudo, é notável que tal concepção não se aplica nos modelos educacionais brasileiros, como é visível em crianças expostas ao bullying e gordofobia, o que gera a falta de autoestima e até mesmo o preconceito oriundo da falta de informação.
Em vista dos argumentos apresentados, faz-se necessária a intervenção de órgãos que modifiquem a situação, logo, o Ministério da Saúde, além de campanhas de conscientização, insira dentro de hospitais, meios tecnológicos interativos para crianças entenderem a boa alimentação; que escolas integrem profissionais psicológicos, a fim de acompanhar crianças que sentem-se incomodadas com comportamentos dentro do ambiente educativo, no objetivo de reintegrá-las e que a mídia não continue sendo persuasiva em propagandas de alimentos industrializados para crianças.