Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/08/2018
“O homem nasce livre e por toda parte vive acorrentado.” A frase do filósofo iluminista Rousseau faz alusão ao aprisionamento humano pela expansão do capitalismo. De fato, isso aumenta o consumo alimentício, que vem afetando crianças e aumentando os casos de obesidade infantil, tornando-se um desafio a ser combatido.
No que se refere a problemática em questão, pode-se tomar como primeiro ponto a ser ressaltado o excesso de propagandas midiáticas. Esta apresenta, na maioria das vezes, personagens infantis anunciando produtos nada saudáveis. Tal problema é evidente desde a Globalização, com a expansão do capitalismo, o consumismo passou a reger o mundo e fazer parte da vida de crianças e adolescentes. Isso resulta, no aumento de problemas de saúde nos infantos que, infelizmente, são cada vez mais afetados pela problemática.
Além disso, nota-se que os pais esquivam-se da questão alimentícia. Ou seja, passam pouco tempo com os filhos e acabam recompensando-os com alimentos rápidos e desejados. Isso decore da Revolução Industrial, quando os trabalhadores começam a passar grandes períodos nas fábricas e não em suas casas. Analogamente, a alimentação rápida e pobre em nutrientes passa a ser recorrente na rotina das crianças. Logo, o desenvolvimento social e da saúde é cada vez mais prejudicado.
Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é historicamente afetado pela sociedade e globalização. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Saúde, deve atuar implementando projetos de alimentação saudável nas escolas, por meio de materiais on-line e presenciais sobre o equilíbrio alimentar, com nutricionistas e professores que fomentem sobre a importância do alimentar-se bem, a fim de amenizar o problema da obesidade infantil. Desse modo, as correntes comparadas por Rousseau serão, de uma vez por todas, rompidas.