Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/08/2018

No seriado “Chaves”, o personagem Nhonho é alvo de diversas chacotas de seus colegas da escola, em razão do seu sobrepeso. Fora das telas, a obesidade infantil, de acordo com o Ministério da Saúde, vem aumentando e a necessidade de políticas públicas específicas para o tema já se tornam necessárias.

Até meados do século XX, a obesidade infantil ainda era algo muito distante da realidade de grande parte da população brasileira. Com o passar dos anos e o advento de lanchonetes “junk food” - que costumam servir lanches gordurosos -, o percentual de obesidade nas crianças começou a crescer e no início do século XXI esteve no seu auge, com muitas destas crianças sofrendo problemas de saúde que, antes, só se viam nos adultos, como colesterol alto e diabetes.

O modo de vida imposto depois de invenções de grandes tecnologias, como Internet e computadores, também tornou-se um fator contribuinte no que tange à obesidade infantil. Crianças acabaram tornando-se sedentárias e passaram a rejeitar a prática de exercícios físicos, que antes costumavam praticar em brincadeiras e aulas de Educação Física escolar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. De acordo com Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, em parceria com o MEC, o Governo Federal deverá utilizar as mídias para realizar propagandas de incentivo à hábitos saudáveis e sobre a importância de participar das aulas de Educação Física nas escolas. Também faz-se necessário um maior acompanhamento dos pais e/ou responsáveis para estimular uma melhor alimentação e menos horas de sedentarismo para suas crianças. Desta forma, a população infantil poderá desfrutar maiores chances de uma infância saudável, aumentando em grande parte sua sobrevida.