Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/08/2018
“Ninguém liberta ninguém, as pessoas se libertam em comunhão”. A frase do educador Paulo Freire, deixa nítida a relação de mutualidade entre as pessoas, e, que sim, nós como sociedade, mútuos com a crianças, podemos ajudá-las a se libertarem do problema da obesidade - tanto as que sofrem com esse transtorno,como as que venham a desenvolver ele. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser neglicenciados:a troca da “alimentação tradicional” pelo fast food e o sedentarismo dos mesmos.
O contato da criança, com o marketing de empresas de fast food muitas das vezes se torna inevitável. Algumas, até oferecem brinquedinhos ou coisas atrativas para que a criançada realmente consuma aquilo. Seja através da mídia televisiva, ou em lugares de lazer e entretenimento, esse tipo de política consumista, sempre está presente. Com isso, vá criando-se a ideia de que ingerir o hambúrguer, é melhor do que a sopa de legumes, sem pensar nas consequências, e principalmente, como aquilo pode inferir na saúde delas próprias.
Outro fator, é que as crianças estão ficando cada vez mais sedentárias, influindo, claro, em ganho de peso. Segundo o Ministério da Saúde, 1 em cada 3 crianças brasileiras, entre 5 e 9 anos de idade, está com excesso de peso e 8,4% dos adolescentes são obesos. Pular corda, correr no parquinho, entre outras atividades infantis,que os"movimentam", estão ficando cada vez mais escassas , em especial com a tecnologia emergente. Logo, com essa sistemática, estamos formando adultos: sedentários, foras de peso e doentes.
Assim, diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que os Ministérios da Saúde e Educação, juntos, promovam nas escolas e também nos hospitais através dos profissionais da saúde: palestras, oficinas e atividades lúdicas, para que os infantes, juntamente com os seus responsáveis, se conscientizem dos agravos de uma obesidade, e o país melhore sua qualidade de vida. Ademais, a família, como principal formador de personalidade, deve incitar a prática de exercícios, como jogar uma bola, fazer uma natação, dançar, e dentre outros, diminuindo assim, as chances destes, desenvolverem problemas de sono, diabetes, problemas respiratórios, ou seja, doenças crônico-degenerativas, em geral. Dessa forma, geraremos pessoas melhores,e libertaremos os nossos “pequenos” do infortúnio,que é a obesidade.