Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 29/08/2018
O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” mostra um mundo de fantasia idealizado por uma fábrica com cascatas de chocolates, doces e alimentos açucarados. Fora das telinhas, o espetáculo dos produtos industrializados também causa um efeito hipnótico na escolha da alimentação da sociedade. Nesse sentido, a obesidade infantil é consequência de fatores culturais que colaboram para persistência desse problema.
A priori, a Organização Mundial da Saúde recomendou em 2010 a redução da exposição de crianças à propagandas de alimentos, sobretudo com teor de açúcar, gordura e/ou sódio. No entanto, estudo realizado pela Nestlé, ‘The Infant and Kids Study’, mostra que 75% dos entrevistados entre 10 e 15 anos passam quatro horas ou mais vendo TV. Assim, vale ressaltar que o progresso tecnológico e o culto ao consumo influenciam a adesão de uma alimentação irregular desde a infância.
Outrossim, o Artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante o direito a saúde de qualidade a todos os cidadãos, sendo dever do Estado promulga-la. Entretanto, apesar de institucionalizar o Guia de Alimentação para População Brasileira e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, os pais ainda escolhem comprar alimentos ultra processados por sua oferta de preço (custo-benefício), do que alimentos orgânicos e saudáveis.
Em suma, observa-se que as características socioculturais da sociedade pós-moderna é um impasse na persistência dessa problemática. Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde em parceria com as Mídias executar campanhas educativas por meio de desenhos para recuperação da saúde - incentivando a prática de exercícios físicos e a redução do consumo de alimentos industrializados -, a fim de melhorar o interesse pelo cuidado com a saúde desde a infância. Além disso, o Governo deve incentivar a compra de alimentos orgânicos, oferecendo um cartão que acumula bônus, concedendo desconto de 25% na próxima aquisição depois de um total de 100,00 gastos nesses produtos. Só assim pode-se haver mudanças de hábitos e evitar que a população sofra com maiores questões de saúde.