Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/09/2018
Karl Marx afirmava que ‘’a história da humanidade é uma história de luta’’. Dessa maneira, entende-se que o combate à obesidade infantil no Brasil é uma luta árdua, que deve ser vencida de modo a zelar pela saúde e qualidade de vida das crianças. Nesse sentido, tendo em vista que a falta de controle por parte dos pais e das escolas no tocante à qualidade da alimentação infantil contribui para o aparecimento de uma série de doenças crônicas e problemas psicológicos nas crianças, convém analisar possíveis soluções para a problemática em questão. Em primeiro plano, faz-se necessário destacar que a falta de controle por parte dos pais e das escolas sobre a alimentação das crianças configura-se como a principal causa para os elevados índices de obesidade infantil no Brasil. Conforme dados obtidos pelo Ministério da Educação, entre crianças de 5 a 9 anos de idade, uma a cada três está acima do peso, enquanto 8,4% dos adolescentes estão obesos. Isso se dá, em grande medida, devido à atuação negligente por parte dos pais, que, diante de um cotidiano atarefado, que exige celeridade até mesmo para realizar as refeições, optam pelo consumo constante de alimentos processados e de baixo valor nutritivo. Soma-se a isso, o desinteresse das escolas em estabelecer um diálogo com os pais acerca da importância de oferecer aos jovens uma alimentação adequada bem como a ausência de incentivo à práticas esportivas que podem diminuir os índices de obesidade nessa faixa etária. Diante disso, é válido frisar, também, que a obesidade pode resultar em uma série de doenças crônicas e problemas psicológicos em crianças e adolescentes. A argumentação em questão é endossada por Karla Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que afirma que a obesidade é uma doença multifatorial. Nesse cenário, além dos problemas já conhecidos como riscos de diabetes, pressão alta e problemas cardíacos, a má alimentação pode resultar em problemas psicológicos como ansiedade e baixa autoestima. Sendo assim, tendo em vista que o direito à saúde é garantido pelo artigo 196 da Constituição Federal, percebe-se a urgência em adotar soluções que trabalhem o problema da obesidade e seus efeitos em crianças e adolescentes. Retomando Marx, o autor afirmava que mais importante que compreender a realidade é contribuir para transformá-la. Fica claro, portanto, que para superar a problemática exposta alguns agentes devem ser mobilizados. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde, em parceria com os meios de comunicação, deve realizar campanhas, por meio de sites, cartazes, emissoras de TV e canais do Youtube, com vista à conscientizar os pais acerca da importância de fornecer uma alimentação adequada aos seus filhos. Ciente disso, as famílias e as escolas poderão se unir para combater a obesidade por meio do incentivo à adoção de alimentação balanceada e à prática esportiva durante a infância e adolescência. Dessa forma, daremos um importante passo para vencer a luta contra a obesidade infantil.