Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/09/2018

A sociedade brasileira, atualmente, vem enfrentando uma grave disfunção alimentar, decorrente das transformações do estilo de vida devido a industrialização, a qual acomete principalmente a população de menor faixa etária. A obesidade, além de ser uma doença resultante de vários fatores, é porta de entrada para outras patologias crônicas, transformando-se, assim, em um desafio para a saúde pública.

Dentre os fatores que levam ao excesso de peso infantil, e posteriormente à outras doenças, pode-se afirmar que a má alimentação é preponderante, pois é na infância que se constrói o paladar que influenciará as refeições ao longo da vida. A rotina acelerada, associada à comodidade que alimentos industrializados oferecem, somadas ainda a estímulos do marketing da indústria de fast foods, submetem infantes a uma dieta rica em carboidratos e pobre em vitaminas e minerais essenciais. Em consequência disso, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade estão em sobrepeso, de acordo com o Ministério da Saúde.

Por outro lado, a posição cada vez mais passiva e apática dos responsáveis pelos menores ao limitar práticas que fomentam maus hábitos, como má qualidade do sono e carência de exercícios físicos, somado à falta de conscientização dos mesmos acerca das consequências da má alimentação, contribui de maneira significativa no agravamento no cenário. Nas condições atuais, de acordo com o site BBC em 2017, projeta-se que o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas até 2025, causando assim um evento inédito e de extrema preocupação, o qual uma geração poderá viver menos que seus progenitores.

Por todos os argumentos supracitados, é incontestável a adoção de medidas para reverter tal conjuntura. Para isso, o Estado deve adotar políticas públicas, promovendo palestras nas escolas para conscientizar os alunos acerca da importância de uma alimentação saudável, além de criar uma ferramenta de controle qualitativo dos alimentos oferecidos nas refeições escolares, como softwares do tipo banco de dados, objetivando o monitoramento nutritivo. Além disso, os pais devem adquirir postura mais firme acerca dos limites e dos hábitos dos filhos, além de incentivá-los a prática de exercícios físicos e estimulá-los um paladar natural e mais inclusivo, aumentando assim a qualidade de vida e delineando um futuro mais saudável.