Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 24/10/2018

Muito antes de Cristo, a estátua Vênus de Willendorf foi escupida com o intuito de demonstrar o “poder” de uma mulher obesa pronta para a fertilidade. Após séculos, no período da Idade Média, à obesidade representava a riqueza e saúde, assim, a nobreza e burguesa eram formadas por pessoas acima do peso. No entanto, no tempo atual, à obesidade tornou-se calamidade pública a qual, infelizmente, agrega milhares de crianças que são levadas para o estado de enfermidade. Diante do exposto, não há dúvidas de que o combate à obesidade infantil é um desafio árduo a ser enfrentado, e este encontra gênese na negligencia familiar, a qual gera a diminuição da qualidade de vida infanto-juvenil.

É notório pontual, que a negligencia familiar induz à obesidade infantil, mesmo com os genitores possuindo um papel crucial no desenvolvimento e formação das crianças e jovens. Isto é, o desenvolvimento de hábitos alimentares começam desde cedo e a má influência da alimentação do âmbito doméstico gera crianças sem discernimento alimentar. Tal fato, é explicado pela coesividade do sociólogo Durkhein, ou seja, o ser humano é 100% fruto do meio. Ademais, os genitores negligenciam ao não aproveitar os primeiros anos de vida da criança, para introduzir a alfabetização do paladar, e, infelizmente, incorporam alimentos industrializados com alto índice de gordura trans.

Dessa forma, é indispensável salientar que a negligencia familiar gera consequência, e este possui o seu reflexo na diminuição da qualidade de vida infanto-juvenil. Assim sendo, doenças como diabetes e dificuldade respiratória tornam a infância adultizada, por ser uma vida crescendo ao redor de indas e vindas em hospitais e enfermidades que, geralmente, são propensas em adultos. Além disso, a mortalidade infantil cresce em função da obesidade.

Portanto, defronte dessa conjuntura, para que a obesidade permaneça apenas no passado é necessário que o Ministério da Saúde em conjunto com a OMS ( Organização Mundial da Saúde) desenvolvam palestras sobre educação alimentar, através de escolas particulares e públicas organizando reunião de pais, os quais orientarão os responsáveis sobre a alimentação de qualidade e as consequências da obesidade infantil, tudo com a finalidade de diminuir o índice de obesos infanto-juvenil. Além disso, o Ministério da Educação também possui papel importante, com a implementação de educação física, através de aulas obrigatórias do ensino fundamental até o ensino médio, as quais devem privilegiar gincanas e exercícios em pró do combate a obesidade, para que os jovens tenham qualidade de vida. Dessa forma, a obesidade não trará ares de riqueza e saúde, mas apenas uma enfermidade deixada para os tempos remotos.