Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/10/2018

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade hodierna, um dos assuntos que não pode ser colocado em segundo plano, certamente, é a obesidade infantil. Com o advento da globalização, ocorreu a expansão das redes de alimentos não saudáveis, as quais comercializam o ‘‘junk food’’ - alimento com altor teor calórico -, refeição presente no dia a dia das crianças. Conquanto, isso colaborou para que a obesidade se tornasse um problema precoce, aumentando cada vez mais os índices de crianças acima do peso. Uma vez reconhecida essa realidade, é preciso pensar em soluções que revertam esse quadro insustentável, caso contrário, a transição do século XXI para o século XXII não passará de uma estagnação evolutiva.

A princípio, cabe ressaltar que, a alfabetização alimentar deve ser destaque nos assuntos em família, fazendo que com que os pais possam orientar os filhos sobre a importância de uma refeição equilibrada, apresentando os malefícios da obesidade e os efeitos benéficos de uma boa alimentação, buscando objetivar com o que o filosofo Pitágoras constitui: o importante não é viver, mas viver vem. Nesse contexto, segundo o portal G1, 33% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos de idade são obesas e 9% dos adolescentes tem excesso de peso, dessa forma, medidas são necessárias para diminuir esse índices e fazer com que o pensamento  pitagórico seja expandido.

Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro -  assegura que a saúde é um direito de todos. Conquanto, o sobrepeso faz com que indivíduos tenham maior risco de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, tendo como consequência uma diminuição na expectativa de vida. Além disso, a falta de tratamento para a obesidade em fases avançadas em hospitais públicos, faz com que esse problema persista intrinsecamente ligado à sociedade.

Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação da obesidade infantil. Em primeiro lugar, cabe ao Ministério da Educação, em parceira com as escolas, criar campanhas de conscientização, atendendo os alunos e a comunidade, com o intuito de debater sobre a obesidade infantil e orientar sobre como obter uma alimentação saudável, a fim de uniformizar o laço social e, também cumprir com a máxima de Nelson Mandela, que constitui a educação como segredo para transformar o mundo. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar acompanhar regularmente as crianças com obesidade, realizando exames para que preservar a saúde dos indivíduos, além de distribuir cartilhas com dicas de alimentação saudável e incentivando a prática de exercício físico. Só assim o problema será gradativamente minimizado no país.