Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/10/2018

A modernização no processo fabril impôs a sociedade novas formas de consumo, além de mudar seus hábitos. Assim, surge em um mundo pós-revolução industrial problemas decorrentes da inadequação alimentar, principalmente, entre as crianças, gerando problemas como obesidade infantil, que por sua vez ocasiona outras doenças como diabetes e a hipertensão. tal fato se efetiva diante do descuido do poder público aliado ao papel da família no caso. Logo, torna-se necessário o seu combate.

Em primeiro plano, é possível afirmar a existência de uma certa negligência governamental como causadora do impasse. A constituição federal prevê, em seu artigo 227, que é dever do Estado assegurar às crianças o direito à saúde. Nesse sentido, deveria se acredita que essa proposição está em vigor no território nacional. Porém, na realidade, tal artigo representa apenas símbolo legislativo, uma vez que pesquisas mostram um aumento no número de crianças obesas, tal prerrogativa não pode ser dissociada ao papel que o Estado deveria fazer mais fiscalizações em escolas para analisar as merendas.

De modo igual, destaca-se o descaso da família como impulsionador do entrave. Consoante a Émile Durkheim, o indivíduo só pode agir, quando entende o contexto que está inserido. Contudo, o pensamento do sociólogo está distanciado do país, haja vista que em grande partes das famílias não reconhecem a importância da alimentação saudável para os pequenos, tal fato é reflexo de educação deficitária que os pais receberam. Diante dum país em crescimento é lastimável tal quadro.

Portanto, urge ações que combatam a obesidade infantil no Brasil. O Poder Executivo, em parceria com o MEC, deve institui nos calendários escolares palestras com nutricionistas que envolvam pais e alunos, a fim de  que ocorra a discussão sobre a importância da alimentação saudável e educar os envolvidos para adoção de novas práticas. . Além disso, é válido cobrar dos órgãos fiscalizadores da merenda escolar mais  inspeções. Ademais, cabe ao Poder Legislativo elaborar leis mais rígidas sobre o cardápio adotado pelas instituições de ensino, assim prevenindo  o consumo de alimentos não tão benefícos. Desse modo, os cidadãos estarão a par da situação e poderão agir de modo consciente, como afimou Émilie Durkheim.