Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 13/10/2018
Ao longo de praticamente toda a história da humanidade, os governos enfrentaram problemas com a fome da população, devido à escassez de alimentos que assolava muitas sociedades. Durante a Era Cristã, por exemplo, a gula passou a ser considerada um pecado capital e o excesso de peso -característica quase exclusiva das elites-, era visto como sinal de riqueza e fartura. Hodiernamente, no entanto, com o desenvolvimento de tecnologias que possibilitaram a produção de alimentos em larga escala e com o advento das redes multinacionais de “fast-food”, a obesidade se tornou um problema latente, que têm atingido especialmente a juventude e acarreta graves consequências para a saúde humana.
Inicialmente, é preciso analisar as causas dessa doença em busca de soluções para o problema. A obesidade é uma patologia multifatorial, ou seja, possui fatores genéticos e fenotípicos que determinam sua manifestação. Dentre os principais fatores externos, destacam-se o sedentarismo e a má alimentação, sendo que ambos prevalecem entre as crianças e adolescentes, já que são fortemente influenciados por propagandas de alimentos industrializados e redes de “comida rápida”, cujas exibições são frequentes nos canais de comunicação acessados por essa parcela da sociedade.
Além das causas, é fundamental ressaltar que o excesso de peso tem diversas consequências, principalmente o possível desenvolvimento de doenças como diabetes, hipercolesterolemia e hipertensão, o que, em conjunto, reduz drasticamente a expectativa de vida do indivíduo. Ademais, geralmente a obesidade leva à diminuição da autoestima, o que é especialmente grave entre as crianças e adolescentes, já que nessa faixa etária o padrão estético é supervalorizado e em muitos casos, aqueles que estão fora do estereótipo sofrem preconceito e exclusão.
Destarte, é imprescindível que sejam tomadas medidas com o fito de reduzir os índices de obesidade no Brasil. Primeiramente, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas publicitárias, palestras nutricionais nas escolas e construção de academias públicas, o incentivo à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos, como forma de melhorar a saúde das crianças e adolescentes. Outrossim, é dever do Ministério da Educação, em parceria com a mídia e com as escolas, fomentar a desconstrução de estereótipos, por meio de diálogos e palestras, de modo a valorizar as diferenças e evitar a exclusão de crianças pelo seu padrão corporal.