Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/10/2018
A obesidade vem se tornando uma questão muito presente nos dias atuais do brasileiro. De fato, segundo a plataforma da BBC, mais da metade a população do Brasil está acima do peso, o que compromete a qualidade de vida e traz problemas graves em diversos aspectos. Diante disso, deve-se analisar como a dinâmica social contemporânea e a Indústria Cultural contribuem com essa problemática.
Em uma primeira análise, é primordial ressaltar os efeitos da fluidez social na consolidação desse quesito. Em outras palavras, em uma sociedade hipercapitalista como a atual, grande parte da população prefere trabalhar a maior parte do dia com o intuito de acumular um maior capital financeiro. Ao seguir essa linha de pensamento, percebe-se que o crescimento nos casos de obesidade concorda com esse pressuposto; haja visto que, a rotina intensa e exaustiva de pessoas com tal comportamento encurta o tempo livre para atividades saudáveis, como a prática de atividades físicas ou a realização de uma alimentação balanceada. Em virtude disso, além do aumento de peso, indivíduos com essa atitude tentem a desenvolver problemas ainda mais graves, como a hipertensão e asma.
Adjacente a isso, é fundamental destacar os efeitos da Indústria Cultural na promulgação desse problema. Conforme especialistas da Escola de Frankfurt, esse termo foi desenvolvido para denominar o modo de produzir cultura atualmente através de propagandas alienáveis, visando, sobretudo, o lucro. Analogamente, nota-se que o aumento do número de obesos entre a população confirma a ideia dos sociólogos. Comprova-se isso pelas propagandas altamente idealizadas de fast food’s que visam a formar um padrão de consumo de alimentos extremamente calóricos e processados, mas que satisfazem os hábitos alimentares de quem os procuram. Em razão dessa conduta, cresce cada vez mais os registros de transtornos cardiovasculares e diabetes no sistema de saúde do país.
Infere-se, portanto, que o Estado e as escolas devem buscar soluções para a problemática em questão. Logo, é dever das instituições educacionais, em parceria com nutricionistas e professores de biologia, a reforma curricular dos ensinos infantil, fundamental e médio, com a intenção de adicionar palestras que abordem as principais doenças vinculadas à obesidade e os alimentos envolvidos de acordo com o contexto social da escola e dos alunos, de modo a combater o problema, principalmente na infância. Ademais, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, realizar o seu papel regulador da economia com o controle de informação que são veiculados nos meios de comunicação em massa, principalmente aquelas voltadas para alimentação que não explicitam os efeitos do consumo em excesso. Desse modo, com o apoio simultâneo desses setores, o problema poderá ser resolvido em todas as frentes.