Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/10/2018
O Brasil enfrenta um novo desafio na saúde pública, assim como boa parte da sociedade mundial: a obesidade. No entanto, a problemática torna-se ainda mais grave pelo fato de atingir grande número de crianças e adolescentes, ou seja, precocemente a falta da prática de atividades lúdicas, junto à uma alimentação pobre em nutrientes e rica em açúcares e gorduras ganham a preferência dos infantes brasileiros, por sua vez, colaboram para o aumento de doenças crônicas e outras morbidades.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde a obesidade afeta diretamente a qualidade de vida do indivíduo. A infância é considerada uma das melhores fases da vida, porém, ultimamente, hábitos errôneos podem causar prejuízos cada vez mais precoces. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, 15% das crianças brasileiras são obesas e alguns fatos explicam essa realidade, como exemplo,o uso excessivo de videogames, celulares, causadores primordiais do sedentarismo, visto que, deixam-se de lado as brincadeiras com alto gasto calórico o que facilita o acúmulo de peso.
Por sua vez, outra vertente trata da ingestão de alimentos altamente processados, aromatizados para a satisfação de quem consome, logo, gera uma escravização do paladar. A grande variedade de biscoitos recheados, refrigerantes, entre outros produtos quimicamente manipulados são um prato cheio para as crianças que se tornam as principais vítimas do mercado alimentício fomentado pelas diversas propagandas. Dessa forma, perdem o interesse por verduras, frutas que seriam mais nutritivos e saudáveis e grandes aliadas no combate à doenças associadas ao sobrepeso como diabetes, hipertensão e cardiopatias.
Assim sendo, é necessário modificar esse panorama. O Estado juntamente às escolas devem ofertar melhores opções alimentares na merenda escolar dos alunos como frutas, sucos, pães integrais, além de incentivar o cultivo de hortaliças no espaço escolar, afim de promover maior intimidade com produtos naturais. Os governos municipais também necessitam investir na revitalização de parques e espaços de lazer para as crianças e adolescentes, com o intuito de favorecer a prática de esportes, a interação dos menores por meio de gincanas, tudo com a intenção de reduzir drasticamente o sedentarismo e promover mais qualidade de vida à futura geração.