Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 08/10/2018

Nas últimas décadas, a sociedade brasileira tem passado por mudanças sociais e estruturais em sua organização, a partir das quais se observa um meio social mais desenvolvido, influenciado pela revolução técnico-científica. Entretanto, esse desenvolvimento é acompanhado de problemas sociais, a exemplo da obesidade infantil, motivada pela pouca efetivação dos aparatos políticos e pela negligência social e política em relação ao assunto.                                                                                                                       Em primeira análise, é pertinente analisar que as ferramentas legislativas de proteção à saúde e integridade física das crianças e adolescentes não são plenamente materializadas. De acordo com pesquisas do Núcleo de Assistência à Saúde da Universidade de São Paulo, a concretização dos direitos previstos nos instrumentos legislativos é negligenciada, o que acentua as dificuldades no processo de incentivos das atividades físicas de infantos e do acompanhamento alimentar saudável subsidiado pelo Estado. Nessa perspectiva, o aparente descaso com este segmento é observado, inclusive na redução das campanhas midiáticas concernentes à questão, ou seja, as formas de combater a obesidade infanto-juvenil desapareceram dos debates e reivindicações, marcando a marginalização do tema, o menosprezo pelo problema e o desinteresse dos representantes políticos.                    A segunda reflexão volta-se ao fato dos sistemas sociais, políticos e econômicos perpetuarem a situação de obesidade das crianças por conta do lucro. Segundo Karl Marx, o Estado busca atender, primariamente, aos interesses das classes dominantes, em detrimento do restante da população. Nesse sentido, observa-se que as ações governamentais são dirigidas com a finalidade de atender o empresariado nacional que, por intermédio das propagandas publicitárias, anunciam a venda dos alimentos industrializados, gerando altos índices de colesterol, diabetes, problemas nas articulações, problemas cardíacos e circulatórios nas crianças e jovens do país.                                                                       Sendo assim, são necessárias atitudes que promovam a mudança no quadro de obesidade infantil vigente no país. Dessa forma é de atribuição do Governo Federal a elaboração de políticas públicas, por meio da criação e da ampliação de programas nacionais que capacitem médicos, nutricionistas e psicólogos para atuarem em centros educacionais, com a finalidade de educar as crianças para uma alimentação saudável e balanceada, destacando os malefícios de uma refeição rica em gorduras. Ademais, as escolas e universidades devem ampliar os espaços para atividades físicas, proporcionando as crianças e jovens o ambiente adequado para a realização efetiva dos esportes, contribuindo, dessa maneira, com o funcionamento normal dos mecanismos fisiológicos, com o objetivo de estabelecer a capacidade de todos desfrutarem do pleno desenvolvimento físico e mental.