Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 21/10/2018

Segundo o pensador grego Aristóteles, política é uma ciência que visa o bem estar social e a felicidade coletiva. Entretanto, quando se observa os inúmeros desafios ao combate à obesidade infantil presente no dia a dia de todos, percebe-se que tal reflexão está distante da realidade. Em virtude desse quadro caótico, surge a intensa rejeição a sua aparência, bem como a manifestação já prevista de variados tipos de doenças.

Em primeira análise, deve-se atentar a compulsão alimentar que faz muitas crianças a comerem gradativamente devido a ansiedade, angústia ou até mesmo a raiva. Com isso, soma-se ao sedentarismo de muitas que passam o tempo todo vidradas em eletrônicos e faz surgir assim, quando menos se espera, a negação particular com o seu corpo. Desse modo, a aparição de estrias e celulites afetam diretamente a autoestima e o amor-próprio com si mesmo, o que pode levar a consumirem cada vez mais alimentos sem controle, devido a conturbação de seus sentimentos. Tal fato, pode ser exemplificado, pelo livro Saramandaia escrito por Dias Gomes que conta o estereótipo da personagem que comia muito e acabou explodindo.Sendo assim, fica evidente a necessidade da atenção com a alimentação e seus horários, para evitar sua repetição contínua de ingestão.

Outrossim, a má alimentação acarreta no déficit do consumo de comidas saudáveis e essenciais para a manutenção do corpo e de seu metabolismo, o que faz surgir um cansaço excessivo em se realizar exercícios mínimos. Dessa forma, a aparição de doenças como diabetes e hipertensão torna-se comum para esses jovens e trás prejuízos que serão refletidos pelo resto de suas vidas, o que força-os a modificar suas rotinas e padrões. Tal fato, pode ser ratificado, pela frase do pastor ativista Marthin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo” que deixa claro que nunca é tarde para um novo recomeço. Nesse sentido, é notório que alguns efeitos servem para alertar e evitar algo mais sério.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério de Desenvolvimento Social, elabore projetos e políticas públicas em âmbito nacional por meio de palestras socioeducativas nas escolas do ensino básico ao médio que indiquem todo o cuidado e importância de uma boa alimentação e com o auxilio de nutricionistas mostrem as melhores comidas para ingerir e montem dietas para os alunos que precisem. Também, com o apoio da mídia, divulgue propagandas nas redes sociais e TV informando as causas e consequências de todas as doenças que podem surgir devido ao descontrole nutricional, a fim de acabar de uma só vez com toda obesidade infantil ainda presente. Assim, com essas medidas motivadoras pode-se começar a pensar em um país melhor.