Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/10/2018

O excesso de peso está intrinsecamente ligado a problemas graves de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, e quando ele ocorre na infância não é diferente. No Brasil hodierno, cerca de 33% dos brasileiros de 5 a 9 anos de idade estão com sobrepeso - segundo o Ministério da Saúde -, o que evidencia um cenário preocupante. Isso se deve, sobretudo, a hábitos alimentares prejudiciais e a influências negativas da mídia.

Em primeira análise, vale ressaltar que a obesidade é multifatorial, a qual é resultado de fatores biológicos, socioculturais e econômicos. No entanto, a principal forma de preveni-la ou enfrentá-la é por meio da alimentação saudável. Nesse sentido, uma dieta saudável, de acordo com a biologia, é aquela que supre as quantidades necessárias de macronutrientes, micronutrientes e calorias. Logo, haja vista que os hábitos alimentares das crianças são, crescentemente, baseados em alimentos pobres em nutrientes necessários e ricos em calorias (principalmente açúcares e gorduras) - como refrigerante, doces, frituras e “fast food” -, o sobrepeso se torna uma realidade comum entre os infantos - como apresentado no dado do Ministério da Saúde.

Por outro lado, a influência midiática no comportamento infantil propicia a obesidade nessa faixa etária. Nesse aspecto, segundo Émile Durkheim, o fato social é uma força externa ao indivíduo dotada das características de coercitividade, exterioridade e generalidade. Portanto, em consonância ao pensamento do sociólogo, constata-se que a publicidade é um fato social e exerce enorme poder de influência nas atitudes das crianças, inclusive nos hábitos alimentares. Diante disso, uma vez que a maior preocupação das grandes empresas - como as de refrigerante e “fast food” - é maximizar os lucros, a mídia publicitária dissemina entre os jovens a vontade incessante por alimentos mais calóricos.

Destarte, é inquestionável a necessidade de medidas interventivas. Sendo assim, é fundamental que a família se preocupe precocemente com a dieta da criança e proíba o consumo de refrigerantes, doces, frituras e “fast food” até os 5 anos, com o intuito de não acostumá-la a esse tipo de alimentação tão prejudicial. Ademais, o governo deve apoiar campanhas e ficções engajadas - como novelas, as quais retratem o tema - nas mídias televisivas, a fim de utilizar a influência midiática contra a disseminação da obesidade entre os jovens. Assim, com essas medidas, os desafios do combate à obesidade infantil serão confrontados no Brasil.