Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/10/2018
De acordo com o IBGE, atualmente uma em cada três crianças no Brasil está pesando mais do que o recomendado. Nesse contexto, diversos são os motivos para que este número só esteja crescendo: o estilo de vida que as crianças estão vivendo com sedentarismo e a industrialização dos alimentos
Um dos grandes problemas para o aumento do número de obesidade infantil é o sedentarismo. E ele vem crescendo por conta da insegurança nos grandes centros e da nova cultura de interação virtual. Se por um lado praticamente já não é possível brincar na rua, por outros nem todos têm a possibilidade de morar em condomínios com grandes áreas de lazer e piscina ou a alternativa econômica para pagar clubes e academias. Como resultado, as crianças acabam tendo na tecnologia a companheira perfeita para passar o tempo, o que pode acarretar em sérios danos à saúde e aumentar o risco de sobrepeso. Ao lado disso, há uma propaganda forte nas mídias, o que também influencia as crianças e seus hábitos. Principalmente levando em conta que com a sedentarização e o avanço da tecnologia, crianças passem mais tempo assistindo televisão, mexendo em smartphones e estando em contato com diversos anúncios da indústria alimentícia que, na maioria das vezes, atrelam seus produtos a imagem de satisfação e felicidade. Por exemplo, a propaganda do complemento alimentar Sustagen Kids mostra a situação de um menino que não quer comer um prato cheio de verduras e legumes, e que a mãe oferece em troca um copo do achocolatado que provoca a sensação de mesma nutrição que o prato de comida e todos terminam felizes. Algumas pesquisam mostram que apenas 30 segundos de exposição a comerciais de alimentos foi capaz de influenciar escolhas alimentares de crianças a partir dos dois anos. Em 2010, a Organização Mundial da Saúde orientou a redução de apresentação das crianças às propagandas de alimentos doces e gordurosos.
Para prevenir e salvar a saúde infantil são necessárias algumas medidas, como, o Ministério da Educação e as escolas manterem e reforçarem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que incluiu no ensino fundamental a disciplina de educação alimentar e nutricional. Além de aumentarem o número de aulas de educação física e promover gincanas e olímpiadas para que as crianças e jovens tenham contato com a atividade física. A CONAR, que fiscaliza a veiculação de anúncios e propagandas, e o Ministério da Saúde teriam um controle do tipo de propaganda e nos produtos destinados à programação infantil. Além de promoverem campanhas com estímulo à veiculação de programas e propagandas educativas voltados à alimentação saudável nas TV’s e outras mídias de alcance do público infantil. E para o público adulto campanhas de conscientização da importância da família como modelo de alimentação saudável