Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/10/2018
“Existe hoje um sistema alimentar que ameaça o planeta, com empresas que visam somente ao lucro, em detrimento da saúde da população”. Foi com essas palavras que Inês Rugani, diretora do instituto de Nutrição da Uerj, expressou sua opinião em meio a tanto desequilíbrio nutricional. Nesse sentido, na sociedade brasileira atual, a obesidade infantil é um problema de saúde pública. Logo, é indiscutível que o excesso de peso entre as crianças tem como uma de suas causas o péssimo hábito alimentar contemporâneo e o sedentarismo existente, algo que deve ser mudado.
É válido apontar, inicialmente, que os atuais padrões culinários refletem diretamente na má nutrição dos jovens. Nesse contexto, a alimentação está cada vez mais industrializada e baseado nos desejáveis fast-foods, bolachas, dentre outros. Segundo dados da BBC Brasil, o índice de obesidade passou de 1,07% em 1975 para 9,37% em 2017. Nesse cenário, percebe-se que esse reflexo é fruto de consumo de produtos ricos em açúcar e gorduras, não tão saudáveis e pouco nutritivos. Logo, com os péssimos hábitos alimentares, as crianças adquirem problemas de saúde, carregando-os para a vida adulta.
Como agravante disso, o sedentarismo existente corrobora o quadro de obesidade infantil. Nessa lógica, as crianças e adolescentes preferem assistir televisão e jogar vídeo games, rejeitando a prática de exercícios físicos. Desse modo, o sedentarismo aumenta as chances de doenças cardiovasculares e diabetes, visto que, se os jovens não tem uma boa alimentação e não praticam esportes, o gasto energético será nulo, prejudicando a saúde.
Fica claro, portanto, que a obesidade infantil é fruto da má alimentação e do sedentarismo, logo caminhos são necessários para o combate à problemática. Dessa forma, visando trabalhar a reeducação alimentar e os benefícios da atividade física, a escola, instituição responsável pela formação social e cidadã, deve elaborar projetos educativos que abordem e estimulam hábitos de alimentação saudáveis. Dessa maneira, utilizando professores de educação física e profissionais nutricionistas, através de palestras, aulas interdisciplinares, gincanas e exercícios aeróbios, a criação de debates, nos centros de ensino, promoverá a integração da família e de toda sociedade ao assunto. Assim, poder-se-á construir uma comunidade que compreenda mais uma nutrição de qualidade.