Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/10/2018
Comer e ser feliz: essa é a questão
Para Aristóteles, o fim último do ser humano é a felicidade. Porém, ela tornou-se sinônimo de comida para a parcela infantil que apresenta obesidade. Esta, é uma doença que atinge uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos. Dessa forma, políticas para combatê-la são eminentes.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar que o sobrepeso é um problema de saúde pública. Isto porque, além de causar outras doenças, também representa um gatilho para distúrbios mentais, como a ansiedade, e alimentar, como a bulimia. Nesse caso, adolescentes mulheres são as principais atingidas, visto que são constantemente estimuladas pela mídia à obterem o padrão de beleza atual: o corpo magro.
Segundo o Ministério da Saúde, 8,4% dos adolescentes são obesos. Esse cenário é expressivo devido ao alto sedentarismo dos jovens e também ao consumismo ligado aos fast-foods, os quais são apresentados pelos pais desde muito pequeno. Um exemplo é o Mc Donald’s, o qual além de possuir lanches com brindes para crianças também tem espaço para recreação. Portanto, o incentivo ao esporte atrelado a uma dieta alimentar desde a infância são fatores essenciais para garantir hábitos saudáveis que impactarão diretamente na vida adulta.
Diante dos fatos mencionados, faz-se necessário mitigar a obesidade infantil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde implantar um plano de conscientização nutricional nas escolas. Este, deve exigir alimentos mais saudáveis nas cantinas e também promover palestras e oficinas para os alunos com debate sobre os benefícios de uma dieta balanceada. Ademais, as ONGs destinadas à saúde podem promover campanhas publicitárias que ressaltem a importância da coletividade familiar para combater a obesidade.