Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/10/2018
No início do século XX, a fim de debelar o grande surto de tuberculose e varíola, no Rio de Janeiro, o Governo Federal instituiu uma campanha de reforma urbana e de vacinação de seus habitantes. Hodiernamente, contudo, os desafios concernentes à saúde pública ainda são uma constante no país, e se reflete no crescimento do número de jovens obesos. Assim, a fim de reverter essa realidade, uma análise acerca de suas causas, que estão relacionadas à insuficiência de medidas políticas e ao alheamento midiático, faz-se necessária.
Mormente, destaca-se a ingerência governamental como uma das causas do embargo. A constituição Federal deixa claro que o Estado deve se comprometer com a manutenção da saúde física e mental do povo ao qual representa. Não obstante, embora a obesidade entre os infantes seja um problema grave, uma vez que torna esses indivíduos, mesmo precocemente, mais suscetíveis a desenvolverem doenças crônicas, como diabetes e cardiopatias, o poder público não cumpre sua função social, haja vista que o número de jovens nessa condição deve aumentar, ainda, segundo o Ministério da Saúde, e chegar aos 11,3 milhões até 2025; o que atesta a inépcia do Estado como promotor do bem-estar social.
Outrossim, de acordo com o filósofo Max Horkheimer, desde a ascensão do capitalismo moderno, a mídia tem como propósito precípuo a difusão de informação para arrecadar finanças. Analogamente, alinhada aos interesses de mercado, grande parte da indústria publicitária se valem de filmes, séries e novelas para promoverem a imagem de alimentos industrializados e ultraprocessados. Desse modo, em razão de sua abrangência e persuasão, aliena crianças e adolescentes à consumi-los habitualmente, favorecendo, assim, a obesidade e as complicações dela decorrentes.
Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse sentido, é imprescindível que, mediante a Receita Orçamentária, o Ministério da Saúde, em consonância com o Ministério da Educação, implemente na grade curricular das escolas e universidades programas de esportes físicos intensivos, como atletismo e artes marciais, bem como palestras ministradas por agentes de saúde, que abordem a importância de se adotar hábitos saudáveis de conduta, como através da prática esportiva, de modo a despertar no jovem a vontade e a consciência da necessidade de se precaverem do sobrepeso. Ademais, os canais de comunicação, socialmente engajados, devem elaborar e difundir campanhas e documentários a respeito da promoção de alimentos orgânicos e naturais, objetivando reduzir a alienação no sentido do consumo de ultraprocesdsados e hipercalóricos.