Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/10/2018

No período neolítico uma estatueta obesa era símbolo de saúde e modernidade. Hoje, em contrapartida com a era pré-histórica, o excesso de peso em crianças vem a se tornar um problema de saúde pública na sociedade brasileira, haja vista o alto índice entre esse grupo e as consequências patológicas. Portanto, a fim de combater esse problema, dois fatores devem ser analisados: a inversão de valores e a agressão a direitos fundamentais.

Em primeiro plano, é válido destacar a consciência grupal. Prova disso, é que Durkheim disserta acerca do fato social - atitudes individuais que se formalizam por meio de valores e costumes coletivos -, o qual em relação a alimentação é contraditório, uma vez que, alimentos saudáveis e a prática de exercícios físicos são substituídos por industrializados e “fast-foods”, aliados a errônea ideia de prazer e felicidade. Logo, a inversão dos valores compartilhados pela população é responsável pela obesidade e as consequências patológicas que acometem as crianças brasileiras.

Ademais, o excesso de peso agride direitos fundamentais da infância. Nesse sentido, o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) garante o desenvolvimento integral - físico, moral, social- do menor, entretanto, a carência de cuidados pelos responsáveis no momento de alimentar e ensinar hábitos saudáveis, veta esse direito. Assim, enquanto a falta de orientação no ambiente familiar se mantiver, o Brasil sera obrigado a conviver com um dos maiores problemas que envolve a saúde pública: a obesidade infantil.

Fica claro, então, a necessidade de combater o problema da obesidade infantil na sociedade brasileira. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), desenvolva nas escolas um programa, o qual ensine a importância de adotar hábitos saudáveis aos alunos, por meio de palestras, merendas - planejadas por nutricionistas - e incentivo a prática de exercícios físicos, a fim de modificar a consciência grupal. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde, investir em campanhas publicitárias que incentive os pais a adotarem hábitos saudáveis desde o nascimento do indivíduo, com o intuito que sanar a obesidade infantil. Só desse modo, os padrões pré- históricos ficarão no passado.