Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/10/2018

Para o empirista Thomas Hobbes, todos nascem como uma tábula rasa e necessitam ser adequadamente instruídos. Entretanto, as dificuldades na superação da obesidade infantil, evidencia que na prática isso nem sempre acontece, seja pela fragilização educativa, seja pela passividade governamental. Dessa maneira, crianças enfrentam, cada vez mais cedo, problemas de saúde relacionadas ao excesso de peso.

Convém ressaltar, a princípio, que é a família cumpre papel fundamental na educação alimentar do indivíduo, uma vez que é nela que ocorre a socialização primária e, por conseguinte, a consolidação dos hábitos que possivelmente serão mantido na vida adulta. Quanto essa educação é trivializada, o resultado são altos índices de obesidade na população infantil, no Brasil, por exemplo, 1/3 das crianças brasileiras estão acima do peso ideal, segundo dados do Ministério da Saúde, o que reflete bem essa realidade.

Além disso, outro fato impulsionador do entrave é a passividade governamental.  Tendo em vista que a Constituição de 1988 ratifica o dever do Estado na proteção e garantia do direito da criança à saúde, torna-se imprescindível que os poderes públicos façam sua parte fornecendo melhorias na alimentação escolar. Nesse sentido, retirar o industrializado e trazer mais hortaliças, da mesma forma que estimular os menores à consumir apenas o necessário, são medidas simples que podem transformar esse ignóbil cenário.

Dessarte, visando combater efetivamente à obesidade infantil, é mister preencher a tábula rasa da teoria hobbesiana. Para tanto, o Executivo Federal deverá garantir a redução do número de crianças obesas. Isso poderá ser feito mediante uma destinação maior das verbas públicas para a alimentação escolar, de modo que as merendas cotem com um cardápio repleto de legumes, frutas e verduras. A fim de que a escola auxilie os país na construção de hábitos saudáveis. Assim, aumentam as chances de melhorar a qualidade de vida da população infante.