Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/10/2019
A obesidade é um agravante biológico que possibilita doenças antes vistas, na maioria das vezes, em adultos, manifestarem-se nas crianças. No entanto - mesmo com o potencial prejudicial de tal condição - ainda existe um aumento agudo no número de obesos no mundo. Dessa forma, deve-se analisar como a facilidade para se obter comida, principalmente industrializada, atrelado ao descaso dos pais, pode influenciar no aumento de peso excessivo das crianças.
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo sofreu uma revolução na aréa da alimentação, devido aos enlatados e aos agrotóxicos. Contudo, com o aumento populacional, tais medidas foram mantendo-se e aumentando exponencialmente ao ponto de quase toda comida ser encontrada em latas ou pacotes. Consequentemente, a facilidade trazida pelos produtos industrializados causa uma dieta cheia de gorduras e aditivos malignos ao corpo que são colocados na comida a fim de atrair e dar sabor, em especial para às crianças, pois elas não entendem o perigo do alimento que estão ingerindo.
Além disso, nota-se, ainda, o descaso ou mesmo omissão dos pais para com a nutrição dos seus filhos. O Ministério da Saúde (MS) afirma que uma parcela das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso, idade a qual os pais deveriam intervir e monitorar tudo que elas consomem, fato que não ocorre e, em alguns casos, eles mesmos compram e incentivam o consumo dos produtos prejudiciais. Assim, perpetua-se o mal do sobrepeso nos infantojuvenis e diminui sua expectativa de vida.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de mudança na dieta dos jovens brasileiros. O MS, atrelado ao poder Estadual e Municipal, devem incentivar os pais, por meio de palestras, a visitar regurlamente - principalmente os com filhos obesos - o nutricionista, além de proibir a venda de lanches industrializados nos arredores da escola. Com isso, esperasse uma diminuição nos índices de sobrepeso na fase pré-escolar e uma manutenção da saúde das crianças.