Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/10/2018
Com o advento da Revolução Técnico-cientifico-informacional e o avanço do capitalismo, o estilo de vida tornou-se acelerado e os hábitos alimentares da população seguiram essa tendência. Por conta disso, pôde-se perceber, por exemplo, alarmantes estatísticas relacionadas à obesidade infantil no Brasil. Nesse sentido, urge a necessidade de combater essa problemática de forma mais organizada, analisando suas principais causas.
Em primeiro plano, nota-se que a disseminação da cultura do “fast food” é um empecilho na transformação desse cenário. Isso porque sanduíches, como substituição de refeições mais completas, servem apenas para a momentânea saciedade: além de não oferecem à criança todos os nutrientes necessários a seu pleno desenvolvimento, acarretam doenças metabólicas a longo prazo. Desse modo, é irresponsável a contínua propagação de hábitos tão maléficos a saúde.
Além disso, a falta de atividades físicas regulares também impulsiona a perpetuação desse quadro. Segundo matéria publicada pelo portal de notícias “G1”, há, atualmente, mais de 10 milhões de crianças obesas no Brasil. Essa situação, porém, poderia ser evitada se a inserção do exercício físico no cotidiano fosse mais efetivamente estimulada. Assim, é inadmissível que, numa era pós-revolução - período de maior facilidade de acesso a informações - conceitos básicos, como a necessidade de movimentação corporal, não sejam amplamente incorporados pela sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que a obesidade infantil é um grande percalço social a ser superado. Com isso, as escolas devem inserir a educação alimentar em suas grades curriculares, por meio da contratação de nutricionistas e realização de palestras periódicas com participação de alunos e responsáveis, a fim de ensinar a importância da alimentação balanceada. As prefeituras, por sua vez, devem promover a construção e reestruturação de centros esportivos, como as Vilas Olímpicas, por intermédio de maiores repasses federais aos municípios. Espera-se, com essa medida, estimular, desde a infância, a adoção de práticas esportivas. Dessa maneira, será possível combater a obesidade infantil e reverter o panorama vigente.