Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 19/10/2018

Segundo Platão, o importante não é viver, mas viver bem, pois, para ele, a relevância da qualidade de vida ultrapassa a da própria existência. Contudo, no Brasil, a máxima do filósofo não ocorre, haja vista que os casos de obesidade infantil crescem progressivamente no país. Logo, para solucionar esse quadro, os fatores que o favorecem devem ser analisados.

Mormente, vale ressaltar a má alimentação como uma das principais causas do problema. Tornou-se comum no cotidiano, devido à falta de tempo, a ingestão de comidas industrializadas e dos famosos “fast-foods”, com baixo valor nutritivo e muitas calorias, que contribuem para o acúmulo excessivo de gordura no corpo, característica da obesidade. Assim, para evitar essa doença, é necessário que haja uma reeducação alimentar na sociedade.

Outrossim, destaca-se o sedentarismo como impulsionador da conjuntura. A partir do século XX, com o advento da Terceira Revolução Industrial, brincadeiras como pique-esconde e pula corda, benéficas para a saúde infantil, foram substituídas pelos jogos de vídeo-games e smartphones, que colaboram com a ociosidade pueril. Desse modo, evidencia-se a importância do estímulo a prática de atividades físicas para reverter essa situação.

Diante do exposto, é necessário que ONG’s criem uma cartilha alimentar que esclareça a necessidade de uma alimentação saudável e exponha os problemas, como a obesidade, decorrentes da sua falta, para que a população veja os riscos de uma má nutrição e passe a evitá-la. Ademais, o Governo Federal, aliado às esferas Estaduais e Municipais do poder, deve oferecer, nas cidades do país, aulas de esportes gratuitas ministradas por professores de educação física, com o intuito de incentivar as crianças a serem mais ativas, contribuindo, por conseguinte, com uma melhora na saúde delas. Destarte, esse obstáculo será superado e o Brasil aproximar-se-á do ideal Platônico.