Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 20/10/2018

Na Revolução Industrial, a indústria alimentícia cresceu e desenvolveu os alimentos ultraprocessados pelo mundo. No contexto brasileiro, devido ao rápido desenvolvimento da globalização, o sedentarismo e a falta de compromisso dos pais em relação aos filhos são apenas alguns fatores que trazem consequências como a obesidade infantil.

Deve-se pontuar, de início, que segundo a teoria de Zygmunt Bauman, a sociedade está cada vez mais imediatista e à procura de alimentos rápidos, conhecidos diretamente como “fasts foods”. Tal situação, reflete nas famílias, até mesmo nas crianças, que possuem vidas atarefadas, o que, dessa maneira, as influenciam a comerem comidas ultraprocessadas. Por conseguinte, surgem doenças, por exemplo, diabetes, colesterol alto, infartos, problemas nas articulações e até mesmo a hipertensão. Eis a razão do consentimento do Estado e da sociedade, uma vez que de acordo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras dente cinco e nove anos de idades está com excesso de peso.

Somando a isso, tem-se o fato de que a mídia influencia na vida de crianças. Isso porque, ao longo dos anos e com o investimento das indústrias devido à Revolução Industrial, crianças procuram ficar atrás de televisores e computadores. Nesse sentido, é necessário dizer que a comunicação, jogos eletrônicos e mídias são meios de desenvolvimento e aprendizagem. Entretanto, perdem a vontade de brincar ao ar livre, praticarem exercícios físicos e consequentemente surgem problemas psicológicos, além dos físicos, por exemplo, excesso de peso, compulsão alimentar e a vida sedentária. Segundo um estudo da OMS - Organização Mundial de Saúde, o sedentarismo é uma das principais razões para a obesidade, e em países emergentes como o Brasil a taxa de obesos vem crescendo.

Mediante aos fatos expostos, percebe-se que a obesidade infantil obteve resultados alarmantes. Destarte, é mister que o Ministério da Educação, como também o Ministério da Saúde, desenvolva políticas em parceria com os Estados e Municípios, através das escolas, com palestras feitas por nutricionistas e endocrinologistas aos pais sobre a obesidade infantil, com vista a incentivar a boa alimentação e diminuir o sedentarismo. Paralelamente, cabe aos setores midiáticos diminuir as propagandas sobre alimentos não saudáveis e o benefício dos exercícios físicos, brincadeiras ao ar livre e esportes, a fim de denunciar os índices de obesidade nas crianças.