Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 20/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e a harmonia social. Conquanto, devido aos altos índices de obesidade infantil nos dias atuais, percebe-se que esse direito não é exercido na prática. Desse modo, cabem ser avaliadas as principais causas, bem como as consequências desse tumor na sociedade atual.

Em primeira análise, convém ressaltar que, apesar de ocupar a nona posição na economia mundial, o Brasil não possui investimentos concretos quanto a educação alimentar de suas crianças e adolescentes, e o resultado desse descaso é claramente refletido no crescente número de adolescentes acima do peso no país. De acordo com o Ministério da Saúde, uma a cada três crianças, entre 5 e 9 anos, está com sobrepeso, e a estimativa é que até em 2015 tenham sido, pelo menos, 11.3 milhões. Dessa maneira, torna-se explicita a emergencialidade do combate à obesidade infantil no país.

Além disso, como já teorizado por Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e as relações sociais. Sob essa perspectiva, faz-se mister salientar o consumismo pregado pelo modelo econômico vigente no país, atualmente, como impulsionador do problema, a medida que, apesar de ser o sistema mais eficiente da atualidade, a acumulação de bens e o consumo em excesso promovidos pelo capitalismo engloba, também,  os hábitos alimentares da população, o que gera, dessa forma, um aumento significativo quanto ao número de pessoas com sobrepeso no país. Nesse viés, evidencia-se  que a obesidade infantil tem como principais causas a negligência Estatal e consonância ao consumo exacerbado, estimulado pelo mesmo.

Portanto, para que se reverta esse cenário preocupante no país. Urge que o Ministério da Saúde, em parceria às secretarias estaduais e municipais de educação, promova reeducação alimentar nas escolas, por meio de amostras de trabalhos estudantes, a respeito dos benefícios de uma alimentação saudável, para que, assim , as crianças e adolescentes tenham total consciência dos riscos de uma alimentação com muitos açucares e gordura trarão a seu futuro, além de, com a promulgação de leis, banir alimentos muito calóricos dos cardápios escolares. Dessa forma, o Brasil poderá diminuir a obesidade infantil e garantir que suas crianças cresçam saudáveis.