Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 20/10/2018
A Declaração Mundial dos Direitos Humanos – promulgada pela ONU em 1948 – assegura a todos os indivíduos uma alimentação adequada. No entanto, quando se discute obesidade infantil no brasil, percebe-se que essa norma é deturpada, visto que se tornou questão de saúde pública. Dessa forma, cabe analisarmos como a alimentação desregulada e o sedentarismo corroboram para a problemática.
Em primeira análise, a alimentação calórica consumida pelas crianças, é um fator determinante para o problema em questão. Isso se deve, principalmente, pelas propagandas alimentícias veiculadas na TV e internet no qual usam personagens infantis para chamar a atenção dos pequenos. Além do mais, vê-se que a indústria de alimentos move um forte investimento no marketing desses produtos, o que reflete o pensamento de Karl Marx, em que a economia é base da sociedade e os valores morais são perdidos.
Outrossim, atrelado à má alimentação, a ausência de atividade física também é responsável pela manutenção do sobrepeso na infância. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras acima de cinco anos, está com excesso de peso. A falta de exercício físico configura-se como um fator para esse dado, uma vez que as crianças trocam o lazer no parque para ficar horas sentado em frente ao computador. Em consequência disso, o risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e colesterol, aumenta em função do sedentarismo.
Urge, portanto, medidas que minimizam o problema discutido. O Ministério da Educação, deve implantar na matriz curricular das escolas de ensino infantil, a matéria sobre educação alimentar, a fim de educá-los a respeito da importância de uma alimentação saudável, sobretudo, praticá-la dentro e fora de casa. Ademais, a família deve incentivar a prática de exercícios físicos, bem como monitorar rigorosamente o uso de aparelhos eletrônicos que atrai a criança ao repouso.