Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/10/2018
No poema ‘‘No meio do caminho tinha uma pedra’’ do poeta Carlos Drummond de Andrade, esse material natural pode ser entendido como um impasse. De modo análogo ao verso, a obesidade infantil no Brasil também se configura como antagonismo. Nesse âmbito, convém analisar as principais causas dessa problemática.
Em primeira análise, o uso desses produtos industrializados em cantinas escolares colabora para o agravamento do dilema. Nesse perspectiva, na Segunda Guerra Mundial houve o surgimento das comidas enlatadas e, consecutivamente, bastante aderidas pelos cidadãos. Desse modo, esse fato histórico perpetua no presente, uma vez que é vendido em locais que as crianças têm livre acesso e, devido a isso, acarreta em prejuízos para á saúde dos estudantes. Sob esse viés, é inaceitável que essa instituição deixe isso acontecer, haja vista que à má alimentação corrobora no surgimento de doenças cardiovasculares.
Ademais, vale ressaltar que o interesse financeiro dos empresários também contribui para esse infortúnio. Nesse contexto, o sociólogo Karl Marx proferia que em um mundo capitalista, o lucro ultrapassa os valores éticos e morais. Destarte, esse pensamento se aplica na comunidade contemporânea, visto que os donos das empresas buscam apenas o dinheiro e impõem propagandas enganosas sobre comidas desnutritivas, e, as crianças por serem facilmente manipuláveis, almejam tais produtos. Sob tal ótica, é inadmissível que à negligência contra esses indivíduos continue.
Verifica-se, portanto, que à obesidade infantil representa um empecilho na sociedade brasileira. Logo, as escolas, em parceria com prefeituras, devem aderir comidas saudáveis feitos por nutricionistas para o bem-estar dos seus alunos, por meio de banimento no que tange à vendas desses industrializados. Outrossim, também utilizar alimentos saborosos como salada de fruta na merenda. Espera-se, com isso, que essa parcela demográfica comece ingerir esses produtos, dessa forma, o poema de Carlos Drummond de Andrade permaneça apenas na literatura modernista.