Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 22/10/2018
Insegurança, saúde instável, bullying. Esses são alguns exemplos dos problemas encontrados na sociedade em virtude da obesidade infantil, uma vez que isso tornou-se presente no Brasil contemporâneo. Ademais, a ineficácia do Estado e o aumento das ações preconceituosas, sem medir as consequências dos atos, contribuem para que o problema persista. Logo, é necessário adotar medidas eficazes para reverter tal situação.
De início, é indubitável que a falta de estrutura do governo para disponibilizar novas fontes de educação alimentar influência no problema. Nesse contexto, segundo John Locke, o Estado é responsável por garantir e proteger os direitos dos cidadãos, como à vida, à saúde e à liberdade. Sob tal ótica, nota-se a ineficiência do governo brasileiro em garantir os direitos à saúde das crianças, haja vista que as famílias não são estimuladas a disponibilizar fontes saudáveis de alimentos a seus filhos, como frutas e produtos naturais, além de não disponibilizar atividades físicas nas escolas, tais como esportes. Como resultado disso, presencia-se a instabilidade na saúde dos infantes, como problemas respiratórios e cardíacos e, assim, irá gerar novos gastos públicos para contornar tal problema.
Outrossim, é inegável que os atos preconceituosos sofridos pelas crianças corroboram para a continuidade da situação. Nesse sentido, conforme pesquisa divulgada pelo portal G1, em julho de 2018, cerca de 6 em cada 10 crianças brasileiras sofreram algum tipo de preconceito, como bullying e ameaças. Desse modo, o aumento dos casos de intolerância com as crianças obesas, tais como discriminação, violências físicas e mentais, desencadeia jovens inseguros, uma vez que não terão confiança para executar suas atividades sem as críticas corriqueiras. Consequente a isso, em analogia às palavras do físico Isaac Newton, o qual relata que toda ação gera uma reação, a criança vítima do preconceito poderá desenvolver problemas psicológicos e, dessa forma, sobrecarregar as unidades públicas de saúde para reverter tal mazela.
Fica evidente, portanto, que intervenções são necessárias para modificar tal panorama. De modo que é urgente que o Ministério da Saúde crie um órgão único para fiscalizar e regulamentar a prática saudável entre as crianças tanto na alimentação quanto no relacionamento. Tal ação deve ocorrer por intermédio de distribuição de cartilhas, tais como evidenciar o convívio harmônico entre jovens na escola e como elaborar o cardápio benéfico à saúde, a fim de promover a prática comunitária de exercícios físicos e reduzir os efeitos colaterais da má alimentação. Afinal, somente com a formação do senso crítico é possível transformar índices negativos em uma sociedade com um futuro melhor.