Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 22/10/2018

Durante a Idade Média, a gula e a intemperança eram vistas como caráter pecaminoso, desprezando-se os aspectos físicos e psicológicos do indivíduo. Hodiernamente, o consumo exacerbado, intensificado após o surgimento das redes de Fast Food, são a principal causa da obesidade infantil e o aumento da probabilidade de sua incidência, afetando a qualidade de vida das gerações futuras, tendo em vista o aumento no número de casos de problemas cardiorrespiratórios e doenças crônicas que afetam o funcionamento do organismo, como diabetes, dentando a necessidade de um olhar mais atento à alimentação infantil, para que tenham asseguradas, futuramente, uma vida saudável.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a obesidade infantil é o distúrbio nutricional mais comum na infância, afetando 7,3% das crianças no Brasil. O fácil acesso a produtos de alto teor calórico e a atração exercida por propagandas bem elaboradas de comidas rápidas, as chamadas Fast Food’s, são fatores determinantes para a sua adquirição. Além disso, as alterações no estilo de vida da sociedade, baseadas na criação de esteriótipos de modernidade e tecnologia, reduziram a frequência com que atividades físicas são exercidas, tendo como base a imobilidade da interação com dispositivos eletrônicos, como televisão, o que, em média, consome duas horas diárias da rotina de crianças e adolescentes, conforme pesquisa feita pela plataforma Guia Infantil.

De maneira semelhante, a utilização de produtos químicos responsáveis pelo aroma artificial, por exemplo, como o de fumaça no caso de hambúrgueres, são agravantes, se consumidos em excesso, para o desencadeamento de problemas de saúde. Segundo dados do Ministério da Saúde, um quinto da população infantil do Brasil apresentará agravantes como diabetes e hipertensão, o que contribui para a redução da expectativa de vida da população brasileira, cujo envelhecimento é característica constante, uma vez que a taxa de natalidade tem sido reduzida progressivamente.

Portanto, indubitavelmente, o Ministério da Educação deve agir assiduamente, a fim de mitigar esse impasse, por meio de parcerias com instituições de ensino infantil, orientando em palestras, com o auxílio de materiais didáticos de educação alimentar, sobre o super consumo de alimentos gordurosos e excessivamente calóricos, destacando seus malefícios e instigando o público infanto juvenil à adoção de uma alimentação mais equilibrada, para que tenham uma vida saudável. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com os governos estaduais, deve criar praças públicas providas de equipamentos interativos que fomentem a prática de exercícios físicos à todas as faixas etárias, para que se tornem rotineiros no dia a dia da população e auxiliem na melhoria da sua qualidade de vida, fazendo com que sejam reduzidos os números de cidadãos acometidos pela obesidade e suas consequências.